Especialistas preveem oportunidades em investimentos no exterior para 2026

Investimentos no exterior em 2026: Especialistas alertam para riscos, mas apontam oportunidades em mercados como TSMC e Novo Nordisk. Análise sobre dólar e IA

23/01/2026 6:05

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(Imagem de reprodução da internet).

Investimentos no Exterior em 2026: Análise de Especialistas

O cenário para investimentos no exterior em 2026 apresenta desafios e oportunidades. Apesar de riscos geopolíticos persistentes, como a guerra na Ucrânia e tensões comerciais, especialistas apontam para a possibilidade de retornos interessantes. A chave para o sucesso reside na diversificação e na compreensão dos fatores que impulsionam os mercados globais.

Análise dos Especialistas

Caio Camargo (Santander), Enzo Pacheco (Empiricus Research) e Mario Nevares (G5 Partners) concordam que a volatilidade do mercado global, influenciada por questões geopolíticas e inflação, exige cautela. A inflação, em particular, impacta as taxas de juros nos EUA, o que pode gerar flutuações nas bolsas de valores.

Jerome Powell, atual presidente do Federal Reserve, deixará o cargo em maio, o que também pode influenciar o mercado.

Onde Investir?

Segundo Camargo, o investidor deve focar em um cenário de diversificação. Pacheco sugere olhar além dos Estados Unidos, destacando a TSMC (fabricante de semicondutores) e a Novo Nordisk (fabricante da pílula para emagrecer). Nevares defende uma abordagem multifacetada, combinando ações, renda fixa e investimentos alternativos no exterior.

Diversificação Geográfica

Pacheco enfatiza a importância de considerar mercados como China, Índia, Canadá e Austrália, que podem apresentar um crescimento robusto e um ambiente institucional favorável à inovação. Camargo sugere uma alocação de 20% a 30% em ativos denominados em dólar, independentemente do preço.

A Inteligência Artificial e o Mercado

A inteligência artificial (IA) é um tema central. Embora existam preocupações sobre “bolhas” em torno de ações de IA, os especialistas argumentam que as valuations atuais são diferentes das da bolha da internet dos anos 2000. Nvidia, por exemplo, possui uma base de negócios sólida e continua a ser uma empresa relevante.

O Dólar e a Alocação

A questão do dólar é crucial. Apesar da desvalorização em 2025, os especialistas acreditam que, a longo prazo, o dólar continuará sendo uma moeda relevante. Camargo recomenda uma alocação de 20% a 30% em ativos denominados em dólar, independentemente do preço.

Investimentos Alternativos

Os especialistas também defendem a consideração de investimentos alternativos, como renda fixa e investimentos em mercados emergentes. A diversificação é vista como a chave para mitigar riscos e maximizar oportunidades.

Considerações Finais

Em resumo, investir no exterior em 2026 exige uma abordagem cuidadosa e diversificada. A compreensão dos riscos geopolíticos, a análise das tendências de mercado e a consideração de diferentes classes de ativos são elementos essenciais para o sucesso.

A chave é não se concentrar em uma única aposta, mas sim construir um portfólio robusto e adaptado ao perfil de risco de cada investidor.

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