Estados Unidos sob ataque: Críticas e condenações globais à ação na Venezuela
Crise na Venezuela: Rússia, Irã e Cuba criticam ofensiva EUA contra Maduro, que permanece em Nova York. China exige libertação do presidente.
A resposta internacional à ofensiva dos Estados Unidos na Venezuela se intensificou no domingo (4). Diversos países expressaram críticas contundentes, incluindo Rússia, Irã e Cuba. A situação demonstra a crescente preocupação global com a escalada da crise venezuelana.
Posicionamento da China
Pequim exigiu a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro, que permanece preso em Nova York após a operação militar americana. O Ministério das Relações Exteriores chinês acusou os Estados Unidos de violar o direito internacional e a soberania venezuelana.
A China enfatizou a necessidade de garantir a segurança de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e pediu o fim de qualquer tentativa de derrubar o governo venezuelano.
O governo chinês considerou a ação como uma “clara violação do direito internacional” e dos princípios da Organização das Nações Unidas. A China se opõe firmemente ao que considera um comportamento hegemônico dos Estados Unidos, que, segundo o governo, ameaça a paz e a segurança na América Latina e no Caribe.
Condenação Russa e Iraniana
Rússia classificou Nicolás Maduro como “eleito legalmente” e exigiu que os Estados Unidos “reconsiderem sua posição”. O Kremlin acusou Washington de promover um “ato de agressão armada” e ressaltou a importância de evitar uma escalada e buscar uma solução por meio do diálogo.
O Irã também condenou veementemente a ação militar americana, considerando-a uma violação da soberania e da integridade territorial da Venezuela. A posição iraniana reflete a importância estratégica do petróleo venezuelano para o país.
Cuba, que mantém fortes laços econômicos com a Venezuela, denunciou o episódio como “terrorismo de Estado contra o povo venezuelano”. A situação destaca a vulnerabilidade de países dependentes do petróleo venezuelano.
Impactos e Desafios Geopolíticos
A crescente pressão diplomática sobre os Estados Unidos intensifica o isolamento americano e acirra o debate sobre o uso da força, a soberania nacional e as consequências geopolíticas da crise venezuelana. A situação pode ter reflexos significativos no mercado de energia, nos fluxos migratórios e na governança internacional.
Autor(a):
Redação
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