Estudantes protestam contra Selic e cobram revisão de meta do BC em 2026

Estudantes protestam contra a Selic de 14,7% antes de palestra do BC. Saiba o que motivou o grito: “Selic é roubo!”

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Estudantes Protestam Contra Taxa Selic Antes de Palestra do BC

Um grupo de universitários realizou um protesto nesta sexta-feira, dia 10, antes de uma palestra com o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo. Os manifestantes levaram uma faixa com a mensagem impactante: “Selic 14,7% é roubo – juros + ciência + educação”.

A manifestação fez referência direta à taxa Selic, que se encontrava em 14,75% ao ano, e expôs suas preocupações com o cenário econômico atual.

Críticas ao Alto Nível dos Juros no Brasil

Além da faixa, os estudantes distribuíram panfletos detalhando suas críticas ao patamar elevado dos juros no país e os efeitos que isso gera na economia. O material distribuído apontou que a taxa atual está contribuindo para um aumento significativo da inadimplência.

Segundo os dados apresentados, a inadimplência afeta cerca de 81 milhões de pessoas e 8,1 milhões de empresas no Brasil. Há ainda o alerta de que 31% dos negócios ativos estão com dificuldades para honrar seus compromissos.

Impactos Econômicos e Financeiros

O documento também ressaltou o crescimento notável nos pedidos de recuperação judicial ao longo do ano de 2025. Esses indicadores reforçam a preocupação estudantil com o custo de vida e o crédito no país.

O Custo Fiscal dos Juros e a Política Monetária

Os manifestantes também direcionaram a atenção para o impacto fiscal gerado pelos juros. Os dados citados mostraram que o gasto do setor público com juros acumulou R$ 1,03 trilhão em apenas 12 meses, até fevereiro.

Esse valor representa aproximadamente 8,07% do Produto Interno Bruto (PIB). Os organizadores argumentam que a política monetária vigente é prejudicial à atividade econômica geral.

Demandas dos Estudantes

Um dos estudantes manifestou que o nível dos juros afeta diretamente tanto os trabalhadores quanto as empresas. Por isso, eles defendem veementemente a revisão da meta de inflação, que atualmente está estabelecida em 3%.

Em um detalhe da cobertura, foi observado que Gabriel Galípolo não utilizou a entrada principal da faculdade para acessar o local da palestra, entrando por outra área.

Perspectivas para a Economia Brasileira

O protesto evidencia um descontentamento estudantil com o cenário econômico, pressionando por mudanças na política monetária e fiscal. A discussão sobre a taxa Selic e seus impactos na vida financeira da população permanece central no debate público.

Sair da versão mobile