Após um período de menor destaque, os Exchange Traded Funds (ETFs) ganharam força em 2025, tornando-se um dos produtos mais comentados no mercado financeiro. O patrimônio da indústria de ETFs registrou um crescimento superior a 50% e a variedade de produtos disponíveis aumentou significativamente, oferecendo novas estratégias de investimento além da simples replicação de índices.
Essa mudança no cenário do mercado financeiro contribuiu para as expectativas positivas que surgiram no início de 2026.
Em novembro de 2025, os ETFs no Brasil alcançaram um valor total de R$ 69,6 bilhões, um aumento em relação aos R$ 46,4 bilhões registrados no final de 2024, conforme dados da Anbima. Durante o ano, foram lançados 60 novos ETFs, elevando o número total de produtos listados em cerca de 160.
O crescimento recente dos ETFs no Brasil é impulsionado por uma maior oferta de índices, novos fundos e crescente visibilidade. Instituições financeiras competem para atrair investidores com novos produtos, ampliando o alcance dos ETFs e popularizando um modelo de investimento que combina baixo custo com exposição ampla ao mercado.
Em essência, um ETF replica o desempenho de um índice.
Uma tendência emergente é a de ETFs pagadores de dividendos. Diferentemente dos fundos tradicionais, que reinvestem automaticamente os proventos, esses produtos distribuem o dinheiro diretamente aos cotistas. Exemplos incluem o NDIV11, da Nu Asset, e o DIVD11, da Itaú Asset, com versões que reinvestem os dividendos (NSDIV11 e DIVO11).
A escolha entre receber renda periódica ou reinvestir o ganho de capital reflete a preferência do público por fluxo de caixa.
Outra categoria em expansão são os ETFs híbridos, que combinam diferentes classes de ativos. O GOAT11, da Itaú Asset, mistura títulos públicos atrelados ao IPCA com ações do S&P 500. Essa estrutura permite que a renda fixa capture ganhos em ciclos favoráveis de juros, enquanto a parcela em ações adiciona crescimento e exposição internacional.
Os ETFs smart beta representam um meio-termo entre gestão passiva e ativa. Eles seguem índices, mas são construídos a partir de fatores específicos, como volatilidade, valor ou histórico de dividendos. Produtos como o BVBR11 e o LVOL11 concentram ações menos voláteis, enquanto o HIGH11 reúne papéis que oscilam mais.
Estratégias como SCVB11 e SVAL11 combinam small caps com o fator valor.
O avanço de 2025 marca uma nova fase para os ETFs no Brasil. Apesar de ainda estar distante do mercado americano, onde o patrimônio em ETFs supera US$ 1,4 trilhão, o Brasil está entrando em uma nova fase. Com mais estratégias, mais índices e maior sofisticação, os ETFs em 2026 devem se consolidar como ferramentas essenciais na construção de carteiras diversificadas.
