Em uma decisão significativa, anunciaram que assumirão o controle das vendas de petróleo da Venezuela por um período indeterminado. Essa mudança representa uma alteração relevante na política de sanções imposta durante o governo de Donald Trump.
A Casa Branca confirmou a decisão, com o objetivo principal de reinserir o petróleo venezuelano nos mercados globais, sob supervisão americana.
Estratégia de Supervisão e Fluxo de Petróleo
O governo norte-americano busca deixar de lado o bloqueio total das exportações, permitindo que o petróleo flua para refinarias nos EUA e em outros países, com as receitas rigidamente controladas por Washington. Chris Wright, Secretário de Energia dos EUA, enfatizou que o controle das vendas é essencial para promover mudanças estruturais na Venezuela. “Em vez de bloquear o petróleo, vamos deixá-lo fluir para garantir melhores suprimentos de energia”, afirmou.
Controle de Recursos e Benefícios
Autoridades da Casa Branca informaram que o governo já adotou as medidas operacionais necessárias e trabalha em conjunto com bancos estratégicos e grandes empresas de commodities para viabilizar as transações. Os Estados Unidos vão depositar em contas sob seu controle o dinheiro obtido com a venda do petróleo venezuelano.
Segundo Trump, os recursos devem beneficiar tanto a população venezuelana quanto a americana e evitar desvios associados ao antigo regime de Caracas.
Fase Inicial e Objetivos
Os EUA vão transportar o petróleo já produzido da para docas de descarregamento no país, refiná-lo e depois vendê-lo no mercado internacional. A mudança ocorre em um contexto de dificuldades estruturais da indústria petrolífera venezuelana, que enfrenta problemas de extração e escoamento do produto há anos, apesar de o país deter uma das maiores reservas de petróleo do mundo.
O plano prevê até 50 milhões de barris na fase inicial.
Etapas do Plano e Impactos
O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, detalhou a estratégia americana para a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro, ocorrida no sábado (3). Segundo Rubio, o plano será dividido em três etapas. A primeira é a estabilização do país, com a extração e venda de entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo. “Esse dinheiro será controlado por nós e tratado de forma que beneficie o povo venezuelano, não a corrupção do regime”, afirmou.
Essa fase inclui uma espécie de “quarentena” da Venezuela no mercado internacional, na qual a venda controlada do petróleo funciona como instrumento de isolamento econômico.
