A investigação sobre a fraude na Americanas (AMER3) avança com a Superintendência de Processos Sancionadores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apontando o ex-CEO, Miguel Gutierrez, como principal responsável pela arquitetura e execução do esquema.
Gutierrez esteve à frente da empresa por 20 anos, renunciando em dezembro de 2022, após a descoberta de inconsistências bilionárias em seus balanços.
Participação em Esquema
Segundo informações da CVM, 31 dos 41 investigados na varejista também participaram do esquema, atuando sem o conhecimento dos comitês e conselho de administração da Americanas. A investigação busca identificar a extensão do envolvimento e as responsabilidades de cada um.
Recomendação da CVM
A Superintendência recomenda a instauração de um processo para punir os responsáveis e encaminhar a investigação ao Ministério Público Federal (MPF). A CVM defende que Gutierrez deve ser responsabilizado por ter comandado o esquema de manipulação de preços no mercado de valores mobiliários por pelo menos uma década.
Responsabilidade da Empresa
A CVM também considera que a própria Americanas (AMER3) precisa ser responsabilizada pela fraude. A autarquia argumenta que a não punição da companhia abriria espaço para a percepção de que não há consequências para casos como esse.
Utilização de Cartas ‘B’
A investigação revelou que, pelo menos desde 2013, a empresa utilizava cartas ‘B’ de VPC para manipular os resultados financeiros. Essa prática, segundo a CVM, foi fundamental para a ocorrência da fraude.
Impactos e Consequências da Fraude
A crise na Americanas (AMER3) veio à tona em janeiro de 2023, com a revelação de inconsistências bilionárias em seus balanços. A situação provocou a saída imediata da antiga diretoria, a queda das ações na bolsa e o subsequente pedido de recuperação judicial.
O caso expôs falhas na governança corporativa da empresa e levantou questionamentos sobre a atuação de auditores e bancos.
