Ex-Presidente do Banco de Brasília Busca Delação Premiada Após Prisão em Operação

Ex-presidente do Banco de Brasília busca delação premiada! Paulo Henrique Costa, preso na Operação Compliance Zero, tenta acordos com o STF. Requer mudança de

28/04/2026 12:22

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(Imagem de reprodução da internet).

Ex-Presidente do Banco de Brasília Manifesta Interesse em Delação Premiada

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), que foi preso na Operação Compliance Zero, demonstrou disposição para colaborar com as investigações, buscando a possibilidade de uma delação premiada. A iniciativa surge em resposta às acusações que o envolvem e à complexidade da operação.

A defesa do ex-presidente apresentou um pedido formal ao Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a transferência de Costa da prisão da Papuda para um local que facilite conversas mais abertas e sigilosas com seus advogados.

O pedido foi direcionado ao relator do caso, ministro André Mendonça. A defesa argumenta que as condições atuais de detenção na Papuda dificultam o desenvolvimento de uma delação premiada efetiva, impedindo discussões detalhadas sobre o caso.

Eles enfatizam que a estrutura prisional e a necessidade de garantir o sigilo das conversas com o cliente limitam a capacidade de análise e negociação. A transferência, segundo a defesa, permitiria que Costa exercesse plenamente seu direito à autodefesa durante o processo.

A viabilidade da delação premiada depende de diversos fatores, conforme apontado pelos advogados de Costa. Esses fatores incluem a voluntariedade do investigado, uma avaliação técnica da utilidade das informações e provas a serem apresentadas, e uma decisão clara e detalhada sobre os termos e os riscos do acordo.

A defesa ressalta que esses elementos podem não ser alcançados enquanto Costa permanecer na Papuda.

Paulo Henrique Costa permanece preso em Brasília desde o dia 16 de abril, data da operação Compliance Zero. Ele é suspeito de irregularidades na gestão do BRB, incluindo a falta de práticas adequadas de governança e a permissão para negócios com o Banco Master sem a devida contrapartida financeira.

A investigação aponta que Costa teria recebido propina de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em troca de facilitar o esquema ilícito envolvendo as operações bancárias.

O acordo, segundo as investigações, envolvia a entrega de seis imóveis avaliados em R$146 milhões em troca da facilitação do esquema fraudulento ligado ao Banco Master. A operação Compliance Zero investiga um suposto desvio de recursos e a utilização de irregularidades financeiras no BRB.

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