A Importância dos Canais Próprios no Varejo Digital em 2026
No cenário atual do varejo, marcado pela digitalização acelerada e pela constante pressão por resultados financeiros, o investimento em aplicativos próprios e em experiências altamente personalizadas se tornou um tema central de discussão. Durante o Day 2026, Fábio Barbosa, CEO da Kobe, referência em mobile commerce, abordou a necessidade de fortalecer os canais de venda diretos das empresas.
Segundo Barbosa, essa estratégia visa diminuir a dependência excessiva de grandes marketplaces e de investimentos constantes em mídia paga. Ele aponta que essa mudança reflete uma transformação estrutural na maneira como o consumidor interage com o ambiente de e-commerce.
Impactos Diretos no Desempenho das Vendas
Essa transição, na visão do especialista, já está gerando efeitos visíveis nas métricas do setor varejista. Em diversos segmentos, observam-se não apenas um aumento na taxa de conversão, mas também um crescimento significativo, chegando a 25%, tanto no ticket médio quanto na frequência de compras.
O Risco de Dependência Externa
Barbosa alerta que, se os varejistas não começarem a investir ativamente em seus canais próprios e em um relacionamento mais direto com o cliente, eles correm o risco de permanecerem reféns de custos crescentes apenas para conseguir visibilidade.
Ele enfatiza que o custo para adquirir clientes tende a aumentar, e quem consegue manter uma audiência própria detém o controle sobre esse custo crescente.
Inteligência Artificial e a Adaptação Tecnológica
O uso de inteligência artificial no varejo ainda está em uma fase de testes e experimentação. Fábio Barbosa explica que o setor está testando muitas abordagens, e nem todos conseguem medir o Retorno sobre o Investimento (ROI) com total clareza.
Muitas vezes, a IA é utilizada também como uma ferramenta estratégica de construção de marca, e não apenas como um motor de vendas direto. Embora os grandes players mantenham uma vantagem no acesso a dados, empresas menores podem aproveitar a agilidade para testar novas tecnologias com menor risco.
A Jornada do Consumidor e a Personalização
No entanto, o especialista ressalta que a adoção de experiências super personalizadas pelo consumidor deve ocorrer de maneira gradual. Ele adverte que mudanças muito abruptas podem causar estranheza e prejudicar negativamente o negócio, sendo um processo que exige adaptação.
Por fim, Barbosa esclarece que, apesar do avanço da tecnologia, a decisão final de compra permanece com o consumidor. A IA, segundo ele, não substitui esse julgamento, mas sim atua para diminuir incertezas e fortalecer a confiança na aquisição de produtos.
