Fed e Copom anunciam decisões, Selic em 15% e risco-país da Argentina cai

Fed e Copom anunciam decisões, inflação e risco-país em alta. Trump busca cortes na Selic e tensões no Oriente Médio impactam mercados.

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(Imagem de reprodução da internet).

A tão esperada Super Quarta chegou, marcando a primeira rodada do ano com decisões importantes do Federal Reserve (Fed) e dados relevantes para o Brasil. O Banco Central dos EUA e o Banco Central brasileiro (Copom) devem anunciar suas decisões de política monetária no mesmo dia, acompanhadas de dados fiscais importantes no Brasil e discursos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que continuam sob a atenção dos investidores.

Expectativas para a Selic no Brasil

No mercado doméstico, o consenso aponta para a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano. Apesar disso, a atenção se volta ao comunicado do Copom, buscando sinais sobre quando pode começar um eventual ciclo de cortes. A leitura do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) em janeiro, que apresentou um desempenho mais fraco, ajudou a aliviar o cenário inflacionário na margem, mas ainda não altera, por si só, a postura cautelosa do Banco Central.

Decisão do Fed e Expectativas

Nos Estados Unidos, o Fed deve manter os juros no intervalo atual, entre 3,5% e 3,75%, mesmo diante da pressão pública de Donald Trump por cortes mais agressivos. A ferramenta FedWatch, do CME Group, indica 97% de probabilidade de manutenção. Para o Bank of America, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) segue “firmly on hold”, à espera de uma mudança mais clara no balanço de riscos.

Outros Eventos e Dados Relevantes

O Tesouro Nacional divulgará hoje uma bateria de relatórios, incluindo dados sobre financiamento, rolagem da dívida e estratégia fiscal. Além disso, o mercado se prepara para uma rodada pesada de balanços corporativos, com destaque para Microsoft, Meta e Tesla, que podem influenciar o humor global.

Desempenho do Mercado e Riscos Globais

O Ibovespa fechou a terça-feira (27) aos 181.919 pontos, renovando o recorde nominal histórico. O movimento foi sustentado pelo forte fluxo estrangeiro e pela leitura mais benigna da inflação. Na máxima do dia, o índice chegou a 183.360 pontos.

O risco-país da Argentina caiu abaixo dos 500 pontos-base, mínima em quase oito anos. O movimento reforça a leitura de melhora na percepção de crédito, apoiada por compras de dólares pelo banco central local e pela consolidação política do governo de Javier Milei.

Tensões geopolíticas no radar: Israel afirmou ter atacado posições do Hezbollah no sul do Líbano, alegando violação do cessar-fogo. O tema segue como fator de risco para ativos globais, especialmente commodities.

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