FGC: Reembolso de R$ 41 Bilhões Impacta Investidores e Custo do Crédito
FGC enfrenta prejuízo de R$ 41 bilhões após reembolso a investidores do Banco Master. Mudanças no fundo impactam custos e crédito para consumidores.
Reembolso de Investimentos e Impacto no FGC
Cerca de 1,6 milhão de brasileiros aguardam o reembolso de seus investimentos no Banco Master, após a liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central. Mesmo que você não tenha possuído CDBs no Banco Master, a situação pode impactar seu bolso.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pagará R$ 41 bilhões aos credores do Master, o que representa uma perda significativa para o fundo.
Atualmente, o FGC possui R$ 161 bilhões em ativos, e precisará recompor esses recursos após o pagamento aos credores do Master. Essa recapitalização exigirá uma contribuição extra de todas as instituições financeiras, o que, por sua vez, afetará os custos de investimento e crédito para todos os consumidores.
Custos e Ajustes no FGC
Roberto Luis Troster, ex-economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), explica que essa contribuição extra, inserida no “spread bancário” (diferença entre taxas de captação e empréstimo), impactará os custos de investimento e crédito.
A alteração do gatilho para cobrança da taxa extra, que passará de 75% para 60% do total das captações, também terá esse efeito.
Revisão das Regras do FGC
Em agosto deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu novas regras para o FGC, que entrarão em vigor em junho do próximo ano. Uma dessas mudanças é o aumento da contribuição cobrada de bancos considerados mais arriscados, elevando a taxa de 0,01% para 0,02% sobre os depósitos cobertos.
Além disso, o limite para bancos captarem recursos com a garantia do FGC será reduzido.
Histórico e Perspectivas do FGC
O FGC, criado em 1995, tem como objetivo proteger os titulares de crédito. Inicialmente, o fundo protegia até R$ 20 mil (cerca de R$ 122 mil nos valores atuais), mas o limite foi ampliado para R$ 250 mil por pessoa física, considerando o conglomerado financeiro.
Roberto Luis Troster, que participou das discussões que criaram o FGC, ressalta que o fundo não foi concebido para proteger a concorrência, mas sim para garantir a segurança dos investidores.
Autor(a):
Redação
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