Fictor: Da Compra de Banco ao Imã de Investigações da PF!
Polícia Federal investiga Fictor por crimes financeiros! A saga da empresa, que buscava adquirir o Banco Master em 2025, agora é alvo de investigação. Crise, recuperação judicial e suspeitas de crimes financeiros em apuração. Saiba mais!
Investigação da Polícia Federal Revela Complexa Situação da Fictor
Em um curto espaço de tempo, a Grupo Fictor passou de um potencial comprador de um banco em crise para o centro de uma investigação da Polícia Federal. A investigação, iniciada após a proposta para adquirir o Banco Master em novembro de 2025, busca apurar a atuação do grupo, que se viu recorrendo à recuperação judicial apenas três meses depois.
A principal questão que guia a investigação é: como um conglomerado que se apresentava como comprador de um banco em novembro de 2025 precisou recorrer à recuperação judicial menos de três meses depois?
Crimes Financeiros em Apuração
A Polícia Federal investiga quatro possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional: gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, emissão de títulos sem lastro, equiparados a valores mobiliários, e operação de instituição financeira sem autorização.
A investigação busca esclarecer se há conexão entre a atuação de administradores da Fictor e indícios de irregularidades já investigadas na primeira fase da Operação Compliance Zero, que mirava suspeitas de delitos financeiros e de gestão fraudulenta envolvendo o Banco de Brasília (BRB) na tentativa de aquisição do Banco Master.
Tensão entre a Compra e a Crise Financeira
O pedido de recuperação judicial da Fictor menciona a existência de “eventuais ilícitos”, um trecho que acendeu o sinal de alerta entre os investigadores. Segundo a CNN, o grupo já vinha sendo investigado de forma preliminar, e a abertura formal do inquérito ocorreu após a identificação de indícios de crime.
A tentativa de compra do Banco Master, anunciada em novembro de 2025, surpreendeu o mercado, dada a pouca tradição do grupo no sistema financeiro.
O Impacto da Liquidação Extrajudicial
O Banco Central barrou a transação e, pouco depois, decretou a liquidação extrajudicial do banco. Para o Banco Central, a tentativa de venda foi interpretada como uma manobra para ganhar tempo e mascarar uma crise que já havia se tornado incontornável.
A Fictor nunca se tornou dona do banco, mas a associação pública com o Master contaminou a percepção do mercado. Investidores e parceiros deixaram de ver a empresa como uma possível solução e passaram a considerá-la parte do problema.
Crise de Confiança e Perdas Financeiras
No pedido de recuperação judicial, a Fictor argumenta que sua derrocada não foi causada por uma implosão operacional, mas por uma crise de confiança. Segundo a defesa, o anúncio da proposta de compra — feita em conjunto com fundos dos Emirados Árabes Unidos não identificados — desencadeou um efeito dominó.
Um dia após o comunicado, veio a liquidação do Master. A partir daí, a crise que rondava o banco passou a orbitar também a Fictor. De acordo com o advogado Carlos Deneszczuk, do escritório DASA Advogados, clientes e investidores pediram a retirada de cerca de 70% dos recursos aplicados no grupo — algo próximo de R$ 2 bilhões.
Investigação em Andamento
Diante da escalada, a Fictor recorreu à Justiça. O pedido de recuperação judicial envolve cerca de R$ 4 bilhões em dívidas e tem um objetivo central: estancar a sangria. Além da Polícia Federal, a Fictor também entrou no radar de órgãos reguladores, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em meio a suspeitas de irregularidades na captação de recursos e na oferta de investimentos ao público.
A investigação continua em andamento, buscando esclarecer os fatos e determinar as responsabilidades envolvidas.
Autor(a):
Redação
Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real