Filipe Martins preso novamente por ordem do ministro Moraes; veja detalhes
Filipe Martins é preso novamente por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Ex-assessor de Bolsonaro, já condenado, descumpre medidas cautelares do STF.
Filipe Martins voltou a ser notícia nesta sexta-feira (2), após ser preso pela Polícia Federal, sob determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-assessor internacional do governo Jair Bolsonaro (PL) já havia sido condenado a mais de 21 anos de prisão.
A ordem de prisão foi cumprida em Ponta Grossa (PR), devido ao descumprimento de medidas cautelares, incluindo o uso de redes sociais, conforme apontado pelo STF.
Motivação da Prisão
Segundo o despacho do ministro Moraes, Filipe Martins teria acessado o LinkedIn em 29 de dezembro para buscar perfis de terceiros, o que violaria a proibição de uso de redes sociais imposta no processo. A defesa foi intimada a se manifestar em até 24 horas, mas a resposta não afastou as suspeitas e levou à decretação da prisão.
Condenação e Papel na Trama Golpista
Filipe Martins é réu do chamado “núcleo 2” da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), acusado de “operacionalizar” a tentativa de golpe. Em 16 de dezembro, o STF o condenou a 21 anos e seis meses de prisão por cinco crimes relacionados ao caso.
A acusação afirma que o núcleo ofereceu apoio jurídico, operacional e de inteligência ao plano, incluindo a elaboração da “minuta golpista”, um documento que previa a decretação de um estado de exceção no país.
Histórico e Formação de Martins
Nascido em Sorocaba (SP) e com 38 anos, Filipe Martins se apresenta como formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e com cursos na Escola Superior de Guerra. Ele assumiu, em 2019, o cargo de assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, no início do governo Bolsonaro.
Antes disso, trabalhou com o então chanceler Ernesto Araújo durante o período de transição e afirma ter atuado como intérprete, tradutor e assessor econômico. Sua aproximação com a família Bolsonaro ocorreu em 2014, após contato com o então deputado federal Eduardo Bolsonaro, que se tornou seu padrinho político.
Controvérsias e Investigações
Martins também se declara seguidor de Olavo de Carvalho e foi apontado como integrante do chamado “gabinete do ódio”, grupo acusado de usar redes sociais para difundir desinformação contra adversários políticos. Em março de 2021, ele passou por uma investigação após fazer um gesto associado a supremacistas brancos durante uma sessão no Senado.
O Ministério Público Federal entendeu que o sinal remetia à expressão “White Power”. Martins afirmou que apenas ajustava a lapela do terno. Embora absolvido em primeira instância, o caso foi reaberto após recurso do MPF. Em dezembro de 2024, ele foi condenado por racismo pela Justiça Federal em Brasília a dois anos e quatro meses de reclusão, pena convertida em serviços comunitários, além de multas de R$ 52 mil.
A defesa classificou a decisão como baseada em “conjecturas políticas”.
Autor(a):
Redação
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