Fitch emite alerta sobre dívida dos EUA e futuro incerto da economia global

A Fitch Ratings emitiu um alerta nesta quinta-feira, 30, sobre a situação fiscal dos Estados Unidos, destacando um aumento no déficit e seu impacto na dívida nacional. A agência ressaltou que a dívida americana se tornou “muito acima” da de outras nações com a mesma classificação de crédito, AA+.
Essa preocupação surge em um momento de incertezas econômicas globais, com o Brasil também enfrentando desafios fiscais.
Rebaixamento e Eleições Legislativas
Em agosto de 2023, a Fitch já havia rebaixado a nota de crédito dos EUA em um nível, devido a tensões políticas em torno do teto da dívida. A agência enfatiza a importância das eleições legislativas de meio de mandato, que ocorrerão em novembro, e como o resultado pode influenciar a capacidade do governo de negociar medidas fiscais.
Um cenário de divisão no Congresso poderia dificultar a resolução de problemas relacionados ao teto da dívida.
Aumento do Déficit e Incertidões
A Fitch projeta um déficit governamental de 7,9% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 e o próximo ano. Essa projeção é influenciada por cortes de impostos e pelo aumento dos gastos com defesa, além da incerteza em relação às receitas provenientes de tarifas.
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A decisão da Suprema Corte de anular as tarifas impostas pela administração anterior também impacta as estimativas da agência.
Desafios Demográficos e Instabilidades Externas
A agência aponta para o envelhecimento da população americana e o aumento dos gastos com seguridade social e Medicare como fatores que podem levar à dívida a patamares acima de 120% do PIB. Além disso, a escalada da tensão com o Irã adiciona incertezas à economia, embora a economia americana tenha demonstrado resiliência até agora.
A dívida já elevada dos EUA pode ser agravada por esses fatores.
Pontos Fortes Apesar dos Desafios
Apesar das preocupações, a Fitch reconhece pontos fortes que sustentam a nota de crédito dos EUA, como o papel do dólar como moeda de reserva global, a força da economia americana e a profundidade dos seus mercados financeiros. A agência acredita que esses fatores podem ajudar a mitigar os riscos associados à dívida elevada.
Autor(a):
Redação
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