Fitch Ratings revisa bancos brasileiros: BTG Pactual e Itaú sob alta
Fitch Ratings revisa bancos brasileiros: BTG Pactual e Itaú Unibanco ganham destaque. A agência avalia a execução individual e gestão de riscos no setor.
Análise da Fitch Ratings no Setor Bancário Brasileiro
A Fitch Ratings revisou recentemente o desempenho dos grandes bancos brasileiros, refletindo uma mudança no ciclo financeiro. Enquanto alguns bancos aceleram, outros ajustam seus passos, e a agência identificou diferenças significativas no desempenho entre as instituições.
Essa revisão destaca a importância da execução individual e da gestão de riscos.
Diferenciação no Desempenho do Crédito
O ciclo financeiro está mudando, com uma normalização do crédito que exige adaptação. A Fitch observou que a diferença entre os bancos reside na forma como cada um executa suas operações. Alguns bancos estão ganhando fôlego, enquanto outros administram o desgaste, carregando riscos adicionais.
BTG Pactual e Itaú Unibanco Fortalecidos
O BTG Pactual (BPAC11) recebeu um impulso positivo, com a Fitch elevando seu rating. Isso se deve à estrutura de financiamento aprimorada, maior previsibilidade dos resultados e uma capacidade mais robusta de absorção de perdas. O banco alcança a fase de normalização do ciclo com suas responsabilidades cumpridas.
O Itaú Unibanco (ITUB4) também foi fortalecido, com a agência elevando seu rating de viabilidade implícito, destacando a qualidade dos ativos e um perfil de risco resiliente.
Bradesco Sai da Defensiva
O Bradesco (BBDC4) apresentou uma revisão positiva da perspectiva para estável, sinalizando uma leitura mais construtiva após um período de pressão sobre resultados e aumento da inadimplência. A recuperação da rentabilidade e da qualidade dos ativos começa a ganhar tração de forma consistente, interrompendo a trajetória negativa do rating.
Banco do Brasil na Contramão
O Banco do Brasil (BBAS3) foi o único grande banco que não recebeu ajustes positivos. A Fitch reafirmou o rating BB/Estável, mas manteve um tom cauteloso ao avaliar o perfil de crédito da instituição, devido à exposição significativa ao agronegócio.
A concentração da carteira rural limita o espaço para avanços na nota de crédito no curto prazo, adicionando volatilidade à trajetória do banco.
Ponto de Vista Macroeconômico
A Fitch avalia que o Brasil ainda oferece sustentação ao sistema financeiro, com projeções de crescimento de 2,3% em 2025 e desaceleração para 1,9% em 2026. Juros reais elevados, alto endividamento das famílias e incertezas fiscais continuam a pesar sobre o apetite ao risco e a confiança empresarial.
A agência manteve a perspectiva “neutra” para o setor bancário, enfatizando a importância da execução individual de cada banco.
Conclusão
O futuro das revisões de rating para o setor bancário brasileiro dependerá cada vez mais da capacidade de cada banco de executar suas estratégias de forma eficaz. Com pouco impulso adicional vindo do macro, as próximas ações de rating devem depender da execução individual de cada instituição.
Autor(a):
Redação
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