FMI Alerta: Dívida Global Atinge R$ 2 Trilhões e Desafios para 2026

FMI emite alerta sobre dívida global e desafios para 2026. Dívida pública se aproxima de 100% do PIB em diversos países. Renegociações de dívidas serão cruciais

01/01/2026 16:03

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(Imagem de reprodução da internet).

Dívida Global Alerta e Desafios para 2026

O endividamento deixou de ser um problema isolado, impactando a economia global. Com a dívida pública se aproximando de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em diversos países e juros elevados, governos mundiais destinam uma parcela crescente da arrecadação para pagar encargos financeiros.

Essa situação gera um aperto fiscal que redefine prioridades, eleva o custo do crédito e aumenta o risco em 2026.

Números que Dimensionam o Problema

A soma das dívidas públicas e privadas atingiu quase US$ 346 trilhões no terceiro trimestre de 2025, superando três vezes o PIB mundial, segundo o Instituto de Finanças Internacionais. Em nove meses, o estoque global cresceu US$ 26 trilhões. Essa magnitude demonstra a complexidade do desafio.

Motor da Alta: Dívida Pública

O setor público continua sendo o principal motor do aumento da dívida, com a dívida dos governos alcançando US$ 105,8 trilhões, equivalente a 95,4% do PIB. A tendência é de que essa situação continue a evoluir.

Alerta do FMI e Desafios para o Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) emite um alerta: sem ajustes, o endividamento público pode chegar a 117% do PIB até 2027. No Brasil, a dívida bruta do setor público estava em 78,6% do PIB em outubro, conforme dados do Banco Central do Brasil.

Considerando os critérios do FMI, o indicador sobe para 90,9%, devido à inclusão de títulos utilizados em operações compromissadas, um volume que se aproxima de R$ 2 trilhões.

Juros Elevados e o Custo da Dívida

Com taxas elevadas, o custo de manter a dívida aumenta, dificultando a redução do déficit fiscal. Juros altos encarecem a rolagem da dívida, e o mercado exige um prêmio maior para financiar os governos. Nos EUA, a T-note de 10 anos paga mais de 4,10% ao ano, acima do juro básico.

No Brasil, as taxas longas rondam 13%, mesmo com a Selic em 15%.

Desafios para 2026: Vencimentos e Renegociações

Em 2026, países desenvolvidos precisarão refinanciar mais de US$ 16 trilhões, enquanto emergentes terão que lidar com US$ 8 trilhões. A atração de capital privado e a coordenação de renegociações se tornam cruciais para evitar crises. O resultado dessa fase determinará o futuro dos mercados e das políticas econômicas.

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