Frutas brasileiras são proibidas na França por resíduos de agrotóxicos

França proíbe importação de frutas brasileiras por resíduos de agrotóxicos. Abacates, mangas e goiabas são afetados pela decisão do governo francês.

05/01/2026 17:30

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(Imagem de reprodução da internet).

A França anunciou recentemente a proibição de importação de frutas brasileiras devido à presença de resíduos de agrotóxicos proibidos na União Europeia. Essa medida impacta diretamente produtos como abacates, mangas e goiabas, que podem ser barrados na entrada do país.

O governo francês visa proteger os consumidores e combater a concorrência desleal no mercado.

Substâncias Proibidas

A proibição se concentra em quatro substâncias específicas: mancozeb, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim, todas já restritas na União Europeia. Essa regulamentação busca garantir a segurança alimentar e a conformidade com os padrões internacionais.

Resposta do Governo Francês

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu comunicou a decisão através de suas redes sociais, enquanto a ministra da Agricultura, Annie Genevard, formalizará a medida nos próximos dias. O governo francês está avaliando os impactos da decisão e estudando possíveis respostas diplomáticas e comerciais.

Impacto no Brasil

O Brasil, um dos maiores exportadores de frutas para a Europa, enfrenta desafios com essa proibição. Abacates, mangas e cítricos brasileiros têm grande demanda no mercado francês. A medida pode gerar prejuízos significativos, e outros países europeus podem seguir o mesmo caminho.

Reações e Protestos

Produtores rurais franceses manifestam forte oposição à medida, com protestos que incluem ações como o despejo de esterco na residência do presidente Macron e a colocação de um caixão com mensagens de descontentamento. Manifestações semelhantes ocorreram em Bruxelas, capital da União Europeia, com confrontos entre policiais e manifestantes.

Estratégias de Mitigação

O Brasil, juntamente com outros países do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai), busca coordenar uma resposta à decisão francesa. A diversificação de mercados, incluindo Ásia e África, surge como uma prioridade para mitigar os impactos da proibição.

Considerações Finais

A situação é complexa, com a votação do acordo Mercosul-União Europeia em 9 de janeiro como um ponto crucial. A aprovação do acordo pode influenciar a continuidade das relações comerciais entre os blocos, enquanto a decisão francesa exige uma resposta rápida e coordenada por parte do Brasil e seus parceiros do Mercosul.

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