O empréstimo de Gabigol ao Santos, válido até o final de 2026, representa um movimento estratégico que vai além da simples transferência de um jogador. A negociação, formalizada na noite de quinta-feira (1º), impede que o atacante se apresente à pré-temporada do Cruzeiro, após um período em que seu espaço no time mineiro havia diminuído sob o comando de Tite.
O acordo marca um novo capítulo na carreira de Gabriel Barbosa, que retorna ao clube onde iniciou sua trajetória no futebol profissional.
Detalhes Financeiros da Operação
A operação envolve uma divisão de salários entre os clubes. O Cruzeiro não receberá uma compensação imediata pelo empréstimo, e continuará arcando com custos adicionais relacionados ao contrato de Gabigol, incluindo despesas como luvas. O valor total que o atacante recebe mensalmente ultrapassa R$ 2,5 milhões, um patamar que contribuiu para a redução de sua importância no time celeste.
Condições da Negociação
O Santos FC, por sua vez, buscou uma divisão salarial que se alinasse com a estratégia de controle de gastos do clube em 2026. A negociação avançou após o período de festas de fim de ano, com alinhamento financeiro entre as diretorias. O retorno de Gabigol é impulsionado pelo desejo do próprio jogador de retornar à Vila Belmiro, onde se formou.
Impacto Financeiro e Estratégico
A situação financeira do Cruzeiro, com Gabigol custando R$ 3,45 milhões por mês, o terceiro maior salário do país, atrás apenas de Memphis Depay e Neymar, impulsionou a necessidade de uma solução. O contrato total do atacante, que se estende até dezembro de 2028, representa um passivo bilionário para a Raposa.
O valor de aproximadamente R$ 134 milhões, a ser pago até o fim do vínculo, é consequência da chegada de Gabigol livre após sua saída do Flamengo, o que garantiu luvas significativas na negociação.
Retorno ao Santos: História e Futuro
No Santos, Gabigol é sinônimo de história. O atacante disputou 210 partidas, marcou 84 gols e deu 13 assistências pelo clube. Foi artilheiro do Brasileirão em 2018, três vezes artilheiro da Copa do Brasil e bicampeão paulista. Além disso, também anotou o gol 12 mil da história santista, em 2014.
O retorno atende ao desejo do jogador e oferece ao Cruzeiro uma válvula de escape para um contrato pesado, ainda que parcial. Para o Santos, a aposta é esportiva, mas com o freio financeiro puxado, divisão de salário, prazo definido e opção de compra no radar.
