Gerdau em Renda: Resultados Estáveis Caem em Ibovespa e Desafiam Investidores!
Gerdau (GGBR4) em queda! A gigante siderúrgica sofre com disparidades no desempenho e ações caem 3,70% no Ibovespa. Saiba mais!
Gerdau (GGBR4) Apresenta Resultados Estáveis, Mas Ações Reagem Negativamente
A Gerdau (GGBR4) divulgou seus números referentes ao quarto trimestre de 2025, mostrando um desempenho relativamente estável, mas que não agradou o mercado. Apesar de apresentar resultados próximos aos do ano anterior, as ações da gigante siderúrgica sofreram uma queda significativa no Ibovespa, em 3,70%, nesta terça-feira (24).
O movimento reflete a disparidade entre o desempenho da empresa nos Estados Unidos e no Brasil, um cenário que se repete há alguns trimestres.
Segundo analistas do BB Investimentos, a operação nos Estados Unidos se manteve forte e resiliente, com margens de EBITDA elevadas, atingindo 21,1%, acima das projeções. Já no Brasil, as margens foram bastante mais fracas, registrando apenas 7%, um patamar considerado de “crise” nos últimos 10 anos.
Essa diferença de desempenho gerou preocupação entre os investidores.
Fatores que Influenciam o Desempenho
A força da Gerdau nos Estados Unidos é impulsionada pela demanda aquecida por aço, sustentada pela maior competitividade da matéria-prima local, que ainda enfrenta uma tarifa de importação de 50% desde junho de 2024. A empresa, que já depende em grande parte (mais de 70%) da sua operação norte-americana para a rentabilidade, pode se beneficiar dessa vantagem competitiva nos próximos trimestres.
O EBITDA nos EUA foi de R$ 1,8 bilhão, um aumento de 2% em relação ao trimestre anterior.
Resultados Acumulados e Ajustes
No acumulado de 2025, o lucro líquido ajustado da Gerdau totalizou R$ 3,38 bilhões, uma queda de 21,1% em relação a 2024. As vendas de aço atingiram 2,86 milhões de toneladas no 4T25, com um crescimento de 5,2% em comparação com o ano anterior.
O fluxo de caixa livre aumentou 13%, impulsionado por eventos extraordinários. A empresa também anunciou um impairment de seus ativos brasileiros, um ajuste contábil que não impacta o caixa da empresa, mas sinaliza um cenário desafiador para o mercado.
Recomendações dos Bancos de Investimento
Após uma trajetória de alta consistente, que levou as ações às máximas históricas em janeiro de 2026, os papéis GGBR4 sofreram uma correção em fevereiro. O BB Investimentos mantém recomendação de compra para GGBR4, com preço-alvo de R$ 22,00.
O Itaú BBA também tem recomendação de compra, com alvo de R$ 24. Já a recomendação do BTG é neutra, com preço-alvo de R$ 21,64.
Autor(a):
Redação
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