Gerdau Apresenta Resultados Mistos no 4T25
A Gerdau encerrou o quarto trimestre de 2025 com um desempenho que apresentou contrastes. Enquanto a operação na América do Norte continuou sólida, o Brasil enfrentou um período mais desafiador, impactando significativamente os números consolidados.
O EBITDA Ajustado alcançou R$ 2,4 bilhões, representando uma queda de 13% em relação ao trimestre anterior, mas mantendo-se praticamente estável em comparação com o 4T24.
O desempenho na América do Norte foi um ponto forte, impulsionado pela resiliência de setores como construção não residencial e energia renovável. A carteira de pedidos avançou para 85 dias, indicando uma demanda mais firme e reforçado ainda mais pela Seção 232, política tarifária americana, que reequilibraram o mercado e impulsionaram as vendas de aço na região, crescendo 14% em relação ao 4T24.
No entanto, o cenário doméstico no Brasil apresentou desafios. A produção caiu 13,2% devido a paradas programadas de manutenção, e as vendas também recuaram 7,5%, pressionando volumes e margens. A importação de aço atingiu um patamar recorde em 2025, com 6,4 milhões de toneladas, elevando a taxa de penetração do aço importado para 21% e intensificando a competição para os produtores locais.
O EBITDA do segmento Brasil caiu 64,5% em relação ao 4T24, atingindo R$ 509 milhões.
Análise Detalhada dos Resultados
Apesar do EBITDA ajustado permanecer praticamente estável em comparação com o ano anterior, o lucro líquido foi negativo em R$ 1,3 bilhão devido a baixas contábeis de ativos no Brasil, sem impacto em caixa. A exclusão desse efeito revelou um lucro líquido ajustado de R$ 669 milhões.
Fluxo de Caixa e Dívida
O fluxo de caixa livre somou R$ 1,4 bilhão no 4T25, impulsionado pela liberação de capital de giro. A Gerdau também reduziu a dívida bruta em 23,9%, com o resgate antecipado de um bond de US$ 510 milhões, mantendo o índice Dívida Líquida/EBITDA em um patamar confortável.
Investimentos e Remuneração aos Acionistas
Em 2025, a Gerdau investiu R$ 6,1 bilhões em projetos de competitividade e manutenção, enquanto para 2026, o plano aprovado prevê R$ 4,7 bilhões. A empresa também aprovou dividendos de R$ 0,05 por ação, totalizando R$ 66,2 milhões, com pagamento em 19 de março de 2026, e devolveu R$ 510 milhões aos acionistas no acumulado do ano, demonstrando prioridade ao retorno do capital.
