Gestor alerta: Mercado brasileiro perde atratividade e muda estratégia em 2026

O Mercado Brasileiro em 2026: Uma Análise Pragmática
A bolsa brasileira já não oferece o mesmo desconto que atraiu capital estrangeiro meses atrás. No entanto, isso não significa perda de atratividade, segundo Rodrigo Koch, gestor de renda variável da Itaú Asset. A visão do especialista é que ainda há oportunidades para obter ganhos, desde que o investidor adote uma postura mais seletiva e esteja disposto a pagar um prêmio por empresas sólidas.
Visão Pragmática do Gestor
Rodrigo Koch, gestor da família de fundos Optimus, adota uma abordagem pragmática, reconhecendo que a janela de oportunidades em que tudo parecia uma pechincha já passou. Ele acredita que o recente rali impulsionou o mercado, consumindo grande parte desse potencial.
A incerteza global, especialmente em relação à guerra no Oriente Médio, também influencia suas decisões.
Estratégia de Proteção da Carteira
Diante do cenário atual, a estratégia de Koch mudou. Em vez de buscar oportunidades em ativos mais arriscados, a prioridade é proteger a carteira sem abrir mão de um retorno. Isso significa pagar mais caro por empresas robustas e, principalmente, por liquidez no mercado.
Petróleo e o Mercado Global
O comportamento dos mercados está fortemente influenciado pelo preço do petróleo, especialmente pelo barril do Brent. A escassez de oferta, causada por restrições no Estreito de Ormuz, pressiona os preços e gera um desequilíbrio no mercado global.
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Koch enfatiza que o risco, e não o nível atual dos preços, é o fator mais importante a ser considerado.
Segmentos de Valor
Apesar do tom cauteloso, Koch não vê o mercado brasileiro como esgotado. Ele identifica três segmentos com potencial de valorização: Utilities (prestadoras de serviço), Saúde e Distribuição de Combustíveis. Esses setores apresentam fundamentos específicos que podem gerar retornos, mesmo em um ambiente de juros elevados.
Evitando Riscos
A Itaú Asset adota uma estratégia de seletividade, evitando setores mais cíclicos como consumo, proteínas e imobiliário. Além disso, o gestor foge de empresas menores na bolsa, considerando que investir em small caps neste momento seria como “jogar uma moeda”.
A liquidez também é um fator importante, com a preferência por empresas maiores e mais negociadas.
Investidores Estrangeiros e Locais
Parte do movimento recente de valorização da bolsa brasileira veio do investidor estrangeiro, e essa tendência ainda não se esgotou. No entanto, o investidor brasileiro segue à margem do mercado, com uma alocação em bolsa ainda baixa, devido à expectativa de juros elevados.
Koch acredita que a volta consistente do investidor local dependerá da queda dos juros e da estabilidade do cenário global.
Perspectivas para o Futuro
Questionado sobre as perspectivas para a bolsa brasileira, Koch destaca que a fotografia do mercado hoje é uma sobreposição de horizontes. No curto prazo, o comportamento da bolsa dependerá do desenrolar da geopolítica, especialmente da guerra no Oriente Médio.
No médio prazo, a expectativa de queda de juros e um câmbio mais estável abre espaço para valorização da bolsa.
Diante da incerteza, a estratégia da Itaú Asset é a da gestão ativa, com uma carteira mais leve e flexível para reagir rapidamente a mudanças no cenário global e doméstico. O gestor compara sua atuação a um motorista atento, que pisa no acelerador, tira o pé, pisa de novo, buscando maximizar os ganhos e minimizar os riscos.
Autor(a):
Redação
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