Goldman Sachs eleva Prio e rebaixa Petrorecôncavo, impactando o setor de petróleo
Goldman Sachs muda recomendações para Prio (PRIO3) e Petrorecôncavo (RECV3), elevando a Prio e rebaixando a Petrorecôncavo.
O Goldman Sachs alterou suas recomendações para ações da Prio (PRIO3) e Petrorecôncavo (RECV3), impactando o mercado de petróleo. A instituição elevou a recomendação para a Prio de “neutro” para “compra”, estabelecendo um preço-alvo de R$ 58,45.
Essa mudança se baseia na expectativa de um crescimento orgânico na produção e no aumento da visibilidade em relação aos dividendos. A ação da Prio subiu cerca de 3,81% em negociações, atingindo R$ 48,01 após a revisão.
Projeções de Crescimento da Prio
Segundo o Goldman Sachs, a produção da Prio pode acelerar significativamente em 2026. A empresa deve se beneficiar do início da produção do óleo de Wahoo e da abertura de um novo poço em Frade, o que compensaria o declínio natural da produção.
A projeção do banco indica um aumento de 68% na produção média anual, o que representa um avanço de aproximadamente 40% se excluirmos o impacto da Peregrino.
Dividendos e Alavancagem da Prio
Além do crescimento operacional, o Goldman Sachs acredita que a Prio poderá definir sua política de remuneração aos acionistas, com um possível anúncio até o primeiro semestre de 2026. A estimativa do banco é que o retorno total ao acionista alcance cerca de 7% em 2026.
A empresa manterá uma alavancagem saudável, com a dívida líquida em 1,2 vezes o EBITDA.
Petrorecôncavo: Rebaixamento e Expectativas
Em contrapartida, o Goldman Sachs rebaixou a Petrorecôncavo (RECV3) de “neutro” para “venda”, com um preço-alvo de R$ 9,50. A decisão reflete a expectativa de um crescimento limitado na produção e o aumento previsto nos investimentos em manutenção (capex), o que pode pressionar o fluxo de caixa livre (FCFy).
Projeções de Fluxo de Caixa Livre da Petrorecôncavo
O Goldman Sachs projeta um fluxo de caixa livre (FCFy) médio de um dígito para a Petrorecôncavo em 2026 e 2027, considerando um preço do Brent em US$ 62 por barril. A instituição identifica poucos catalisadores e um valuation considerado elevado.
Sensibilidade da Brava ao Preço do Petróleo
O Goldman Sachs manteve a recomendação de “venda” para a Brava Energia (BRAV3), com um preço-alvo de R$ 15. A empresa é considerada a mais vulnerável à volatilidade do preço do petróleo. Cada variação de US$ 1 no Brent gera o maior impacto negativo no fluxo de caixa livre (FCFy) em 2026, dentro da cobertura do banco.
Apesar disso, o Goldman Sachs reconhece que a Brava tem adotado estratégias de hedge e focado na redução do endividamento, o que pode mitigar parte da exposição a cenários desfavoráveis.
Autor(a):
Redação
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