Golpe no E-commerce: Fraude Aumenta 2,3 Milhões em 2025 e Ameaça o Consumidor

Fraude no E-commerce Aumenta em 2,3 Milhões de Tentativas em 2025
O comércio eletrônico, que se tornou uma realidade para muitos consumidores em 2026, enfrenta um desafio crescente: a fraude. Uma pesquisa recente da Serasa Experian revelou que, em 2025, foram registradas 2,3 milhões de tentativas de fraude em compras online, abrangendo desde suspeitas até transações com reversão de pagamento (chargeback).
O estudo analisou canais como e-commerce, marketplaces, venda direta e aplicativos de delivery, evidenciando a necessidade de medidas mais robustas para proteger empresas e consumidores.
Como Funcionam os Golpes?
As tentativas de fraude no e-commerce geralmente envolvem o uso indevido de dados, como CPF, cartões de crédito roubados ou perfis sintéticos criados por inteligência artificial. Um exemplo comum é a solicitação de entrega em um endereço diferente do habitual, utilizando informações de um cliente que não apresenta hábitos de consumo típicos.
Rodrigo Sanchez, diretor de autenticação e prevenção à fraude da Serasa Experian, ressaltou que a prevenção à fraude deve ser vista como parte estratégica da sustentabilidade do negócio, indo além de uma única camada de proteção.
Produtos Mais Visados e Impacto Financeiro
A pesquisa apontou que o tíquete médio das transações fraudulentas atingiu R$ 1.057,87 em 2025, quase o dobro do valor das compras legítimas (R$ 538,79). Os segmentos de eletroeletrônicos (126,3 mil tentativas de fraude), moda e vestuário (103,2 mil registros) e beleza, saúde e cuidados pessoais (95,6 mil atividades fraudulentas) foram os mais visados pelos golpistas.
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O setor de delivery apresentou 46,8 mil tentativas, enquanto brinquedos registraram 40,5 mil ocorrências. Sanchez explicou que as fraudes acompanham a evolução do consumo digital, e o segmento de eletroeletrônicos, devido à sua popularidade, apresenta o maior risco (3,2% de taxa de fraude).
Riscos e Estratégias de Prevenção
Empresas de todos os portes podem ser alvo de fraudes, mas o risco varia. Grandes varejistas e marketplaces são mais vulneráveis devido ao alto volume de compras, enquanto pequenos e médios negócios podem ser afetados pela falta de estratégias antifraudes.
Segundo Sanchez, a principal recomendação é adotar uma estratégia em camadas, que pode incluir validação cadastral, análise de documentos, biometria facial, autenticação multifator, análise de dispositivo e monitoramento comportamental. Para empresas menores, a validação de identidade e a checagem cadastral são medidas essenciais, enquanto empresas maiores podem combinar múltiplas tecnologias ao longo da jornada de compra.
Autor(a):
Redação
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