O Adeus Definitivo do Centavo de Dólar
Após 232 anos de história, o centavo de dólar, moeda de um centavo, chegou ao fim de sua produção. A decisão, anunciada pelo governo americano, encerrou uma era marcada por tradições e superstições. O último centavo foi cunhado na quarta-feira, 12, pelo Tesouro dos Estados Unidos, marcando o fim de uma tradição que permeava o cotidiano americano.
A produção da moeda, iniciada em 1793, foi motivada por diversos fatores, incluindo o alto custo de fabricação e a sua irrelevância no dia a dia. A produção de um centavo demandava um investimento quatro vezes maior do que o seu valor, tornando-se economicamente inviável.
A Casa da Moeda dos EUA produziu 3,2 bilhões de centavos no ano passado, representando mais da metade de todas as novas moedas fabricadas em 2024.
Apesar da sua irrelevância econômica, o centavo de dólar carregava um significado cultural. A superstição de encontrar a moeda traz sorte, e a crença de que o centavo com a imagem de Abraham Lincoln, o 16º presidente dos EUA, traz prosperidade para o casal, eram populares.
A moeda estava presente em potes nos supermercados, campanhas de doações e cofrinhos em casa, sendo um símbolo da economia americana.
O governo americano estima que existam 250 bilhões de centavos em circulação, com um valor total de US$ 2,5 bilhões. As últimas cinco moedas produzidas serão leiloadas para colecionadores, com estimativas de que possam valer milhares – ou até milhões – de dólares.
A extinção do centavo de dólar não é inédita, sendo implementada em outros países, como Brasil, Canadá, Austrália e Argentina.
