Governo Maduro denuncia ataque dos EUA à Venezuela e exige provas de vida de Maduro e Cilia Flores

Governo Maduro denuncia ataque aéreo dos EUA na Venezuela e exige provas de vida de Maduro e Cilia Flores. Crise internacional se agrava com reações de Cuba, Colômbia e Chile

03/01/2026 10:09

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(Imagem de reprodução da internet).

Após os recentes ataques aéreos na Venezuela, o governo venezuelano confirmou a ação militar conduzida pelos Estados Unidos. Em comunicado lido na televisão estatal venezuelana, a gestão de Nicolás Maduro classificou o ato como uma “violação flagrante da Carta das Nações Unidas”.

A vice-presidente, Delcy Rodríguez, também se manifestou, expressando a incerteza quanto ao paradeiro do presidente e de sua esposa, Cilia Flores, após o ataque aéreo.

De acordo com um áudio divulgado pela televisão estatal, Delcy Rodríguez exigiu provas de vida do presidente Maduro e da primeira-dama Flores. “Diante dessa situação brutal e desse ataque brutal, não sabemos o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.

Exigimos do governo do presidente Donald Trump provas de vida imediatas do presidente Maduro e da primeira-dama”, declarou.

Reações Internacionais à Tensão

Diversos presidentes da América Latina expressaram sua condenação aos ataques dos Estados Unidos. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, descreveu os atos como “criminosos”, mencionando que a “paz da região está sendo brutalmente assaltada”.

Já o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, relatou “profunda preocupação” com os relatos de explosões e atividades aéreas incomuns na Venezuela, sem mencionar diretamente os EUA.

O mandatário colombiano também reafirmou o compromisso “irrestrito” com os princípios da Carta das Nações Unidas. “A República da Colômbia reitera sua convicção de que a paz, o respeito ao direito internacional e a proteção da vida e da dignidade humana devem prevalecer sobre qualquer forma de confronto armado”, afirmou.

Posição do Chile e Brasil

O governo do Chile também se pronunciou. Gabriel Boric, atual presidente do país, condenou os ataques e defendeu uma saída pacífica para a crise. Em publicação na rede social X, Boric reafirmou o apoio do seu país aos princípios básicos do Direito Internacional, como a proibição do uso da força e da não intervenção.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência, que deve acontecer ainda neste sábado, para tratar sobre o ataque dos EUA à Venezuela, segundo a GloboNews. Até o momento, não houve manifestação do Itamaraty.

Reações da Argentina

O presidente da Argentina, Javier Milei, reproduziu a notícia da captura de Maduro e escreveu “A liberdade avança”, em publicação no X.

O governo da Venezuela em nota oficial rejeitou, condenou e denunciou perante a comunidade internacional a grave agressão militar perpetrada pelo atual Governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelana nas áreas civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, particularmente dos artigos 1.º e 2.º, que consagram o respeito pela soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força. Esta agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, especificamente na América Latina e no Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas.

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