Greve na Argentina: Perdas de US$ 400 Milhões e Crise Econômica Revelada!
Greve na Argentina causa prejuízo de bilhões! Estudo aponta para perdas de US$ 400 a 600 milhões na economia. Saiba mais!
Uma greve que ocorreu na Argentina nesta quinta-feira (19) pode ter um impacto significativo na economia do país. Um estudo realizado por um instituto, conforme noticiado pela mídia local, aponta para perdas que podem variar entre US$ 400 milhões e US$ 600 milhões, dependendo do nível de participação dos trabalhadores.
A análise considera que a interrupção da produção não é apenas um “dia parado”, mas sim um choque que afeta cadeias de produção, serviços e o consumo de maneira coordenada.
Impacto no Produto Interno Bruto
As estimativas indicam que o impacto da greve no Produto Interno Bruto (PIB) de fevereiro pode ser de 0,8%. Esse valor representa aproximadamente 20,3% da produção que ocorreria em um dia normal, de acordo com a projeção do instituto. A referência em fevereiro foi escolhida, mas a análise reconhece que a atividade econômica naquele mês costuma ser mais fraca.
Transporte Público e Perdas Adicionais
Um ponto crucial identificado no estudo é a paralisação do transporte público. A interrupção de ônibus, trens e metrôs aumenta significativamente as perdas econômicas. Se o setor de transporte não tivesse participado da greve, o impacto seria menor, estimado em cerca de US$ 180 milhões.
A paralisação do transporte público causa um efeito em cadeia: trabalhadores não conseguem chegar ao trabalho, entregas são atrasadas, serviços ficam incompletos e o comércio perde clientes – um efeito dominó que afeta especialmente o consumo diário.
Voos Cancelados e o Setor Aéreo
O setor aéreo também sofreu com a greve. Informações da mídia argentina indicam que os cancelamentos da Aerolíneas Argentinas podem gerar um prejuízo de US$ 3 milhões. Um total de 255 voos foram cancelados na data, incluindo 21 linhas para e do Brasil.
Aproximadamente 20 mil passageiros foram afetados, com impacto em 216 voos domésticos, 25 regionais e 17 internacionais de longo alcance.
Setores Mais Afetados e Recuperação
O relatório também detalha que o impacto da greve não se distribui igualmente entre os setores e regiões. A estimativa indica que 60% das perdas iniciais poderiam ser recuperadas no mês seguinte, mas com diferenças importantes. A análise considera apenas as perdas diretas, sem incluir as recuperações esperadas.
Por exemplo, empresas do varejo poderiam recuperar 30% das vendas perdidas, enquanto restaurantes não recuperariam nenhuma receita não realizada. Setores como manufatura, construção, comércio, educação e serviços de saúde são considerados os mais afetados, pois a recuperação da produção perdida pode ser difícil ou custosa.
Contexto da Reforma Trabalhista
A greve ocorreu no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados debate uma reforma trabalhista considerada controversa. A proposta, impulsionada pelo presidente e aprovada pelo Senado na semana anterior, inclui medidas como a redução de indenizações, a possibilidade de pagamentos em bens ou serviços, a ampliação da jornada para 12 horas e restrições ao direito de greve.
O partido do governo retirou do texto aprovado no Senado um artigo que reduzia os salários durante licenças médicas para uma faixa entre 50% e 75%.
Autor(a):
Redação
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