Guarda Revolucionária Islâmica nomeia comandante ligado a AMIA e sanções internacionais!

Ahmad Vahid assume comando da Guarda Revolucionária após ataque que ceifou vidas de Ali Khamenei. Suspeito da AMIA, enfrenta sanções e tensão regional.

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(Imagem de reprodução da internet).

A nomeação de Ahmad Vahid como novo comandante da Guarda Revolucionária Islâmica ocorre em um contexto de grande instabilidade. A escolha sucede a morte de Mohammad Pakpour, vítima de um ataque coordenado que também ceifou a vida de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e de outros membros do alto comando.

Essa série de eventos intensifica a postura do regime iraniano, que busca manter o controle militar e político do país.

Envolvimento em Ações Passadas

A trajetória de Ahmad Vahid é marcada por um histórico que inclui a atuação em operações no exterior e a repressão interna. Ele é procurado pela Interpol como suspeito de envolvimento no atentado à Associação Israelita de Amigos da América (AMIA), ocorrido em 1994, em Buenos Aires.

O ataque, que resultou em 85 mortos e centenas de feridos, é considerado o mais letal da história argentina.

Responsabilidades e Acusações

Na época do atentado à AMIA, Vahid comandava a Força Quds, o braço paramilitar da Guarda Revolucionária. A Justiça argentina já havia apontado integrantes do regime iraniano como responsáveis pelo planejamento do ataque. Apesar das conclusões de autoridades em 2024, que indicaram o patrocínio do governo iraniano, os acusados ainda não foram julgados.

Posições e Repressão Interna

Aos 67 anos, Ahmad Vahid ocupa uma posição estratégica dentro do regime teocrático. Antes de assumir o comando da Guarda Revolucionária, ele exerceu cargos importantes, como Ministro da Defesa entre 2009 e 2013, durante o governo de Mahmoud Ahmadinejad, e Ministro do Interior entre 2021 e 2024.

Além disso, liderou a repressão aos protestos que ocorreram em 2022, após a morte de Mahsa Amini.

Sanções e Tensão Regional

A ascensão de Vahid ocorre em um cenário de crescente tensão regional. Ele está sob sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e da União Europeia. A Guarda Revolucionária, principal pilar do regime iraniano, exerce forte influência, e a escolha de Vahid sinaliza a continuidade da política de repressão interna e enfrentamento externo.

A situação pode consolidar ainda mais a postura de confronto adotada por Teerã.

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