As atividades do empresário Augusto Ferreira Lima, conhecido como “Guga Lima”, ganharam destaque após o caso envolvendo o Banco Master. Registros obtidos através da Lei de Acesso à Informação, revelados pela coluna de Milena Teixeira do Metrópoles, mostram que ele realizou pelo menos nove visitas à Câmara dos Deputados entre junho de 2021 e junho de 2022.
Essas visitas foram direcionadas a parlamentares ligados ao Centrão.
Interações com Lideranças Partidárias
Em 2021, Guga Lima visitou a liderança do Progressistas, então comandada pelo deputado Cacá Leão (BA). Em 2022, ele retornou ao gabinete do parlamentar, que na época, ocupava o cargo de secretário na Prefeitura de Salvador. As visitas também incluíram o gabinete do deputado André Fufuca (MA), que na época, ocupava o cargo de ministro do Esporte, e o gabinete do deputado Otto Alencar Filho (PSD-BA), que deixou o mandato em 2025 para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA).
Interações em Cargos Atuais
As visitas também incluíram o gabinete do deputado André de Paula (PSD-PE), que na época, ocupava a segunda vice-presidência da Câmara, e o gabinete do deputado Otto Alencar Filho (PSD-BA), que deixou o mandato em 2025 para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA).
Contexto e Declarações
A coluna de Milena Teixeira não identificou registros de visitas entre 2023 e 2025. No entanto, o funcionamento da Câmara pode gerar lacunas, com o visitante podendo acessar o local por meios não registrados. Otto Alencar Filho descreveu as visitas como conversas de cortesia, com temas de política local e nacional.
André Fufuca afirmou que a liderança funciona como um espaço compartilhado, e a visita não indica necessariamente atendimento direto pelo deputado. André de Paula e Cacá Leão não responderam até a publicação.
Investigação em Andamento
O nome de Guga Lima ganhou atenção após o caso envolvendo o Banco Master. Em novembro de 2025, o empresário foi preso na primeira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, em investigação que mira a venda de carteiras de crédito supostamente falsas ao Banco de Brasília (BRB).
