Haddad enfrenta pressão: Ibovespa sobe, FMI revisa Brasil e Trump ameaça tarifas!
Ibovespa sobe 0,01% com cautela; Haddad em destaque e tensões globais impactam mercado. FMI revisa crescimento Brasil 2026.
O mercado financeiro brasileiro iniciou a sessão de segunda-feira, 19, com uma postura cautelosa. Os investidores analisavam uma combinação de fatores, incluindo dados econômicos internos, incertezas geopolíticas e a agenda política do país. A abertura do pregão foi marcada por um leve aumento de 0,01%, com o Ibovespa fechando aos 164.812,27 pontos.
Revisão do Relatório Focus
O Relatório Focus trouxe novas projeções para a inflação e a taxa Selic. As expectativas para a inflação em 2026 apresentaram uma redução pela segunda semana consecutiva, indicando um alívio nas perspectivas de preços. Contudo, as projeções para a taxa Selic em 2028 subiram, refletindo a manutenção de juros elevados devido às incertezas fiscais e ao ambiente monetário restritivo.
Intervenção do Ministro Haddad
A entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, agendada para as 11h no Canal UOL, gerava grande atenção. O momento é delicado, com discussões sobre política fiscal, os desdobramentos da liquidação do Banco Master e especulações sobre o futuro do ministro na pasta da economia.
Previsões do FMI
O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou a projeção de crescimento do Brasil para 2026, citando os efeitos de uma política monetária ainda restritiva. Apesar da revisão, o FMI ajustou positivamente as estimativas para 2025 e 2027, amenizando o impacto da revisão inicial.
Tensões Geopolíticas e Mercados Globais
A geopolítica voltou a ser um fator relevante. O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor tarifas a produtos europeus caso Washington não fosse autorizado a comprar a Groenlândia. A União Europeia classificou a medida como chantagem e iniciou discussões sobre retaliações econômicas, com a França defendendo medidas inéditas. Como consequência, bolsas globais e o dólar recuaram, enquanto ativos de proteção, como o ouro e a prata, alcançaram máximas históricas.
O petróleo também sofreu queda, devido ao temor de que uma nova guerra comercial afete o crescimento econômico global e a demanda por energia.
Cenário Corporativo e Volatilidade
Em Wall Street, os futuros indicam uma queda firme, com China apresentando crescimento de 4,5% no PIB, mas com dados fracos de vendas no varejo em dezembro. O mercado brasileiro deve ser marcado por volatilidade e sensibilidade a notícias políticas e econômicas internacionais.
Autor(a):
Redação
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