Heineken enfrenta queda no consumo de cerveja e reajustes de preços no Brasil

Heineken enfrenta queda no consumo de cerveja no Brasil e retoma reajustes de preços. Dados mostram retração de 6,5% a 7% no consumo de cerveja em 2025.

25/01/2026 11:38

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(Imagem de reprodução da internet).

Retração do Consumo de Cerveja no Brasil Impacta Heineken

A saída do CEO da Heineken, Dolf van den Brink, ocorre em um cenário desafiador para o mercado brasileiro de cerveja. Dados recentes apontam para uma queda significativa no consumo, pressionando margens e gerando questionamentos sobre a sustentabilidade dos investimentos da companhia.

Analistas reforçam a tendência, destacando a necessidade de reavaliar a estratégia da Heineken no país.

O mercado brasileiro de cerveja enfrenta uma retração expressiva. A Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) reporta uma queda acumulada entre 6,5% e 7% no consumo de cerveja de janeiro a setembro de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024.

Estimativas apontam para uma retração de 5% a 6% no volume total para o ano de 2025.

Fatores Contribuintes para a Queda

Diversos fatores explicam a deterioração do cenário. A redução das ocasiões favoráveis ao consumo, como menos dias de sol, temperaturas mais baixas e poucos feriados com emenda, impactam diretamente a demanda por cerveja. Além disso, a crescente competição pelo gasto discricionário do consumidor, com o aumento das apostas esportivas, também contribui para a diminuição do consumo de cerveja.

A deterioração da renda disponível, juntamente com juros elevados e mudanças nos hábitos de consumo, pressionam ainda mais a demanda. Dados da NielsenIQ confirmam essa tendência, mostrando uma recuo de 4% no volume de cerveja vendido ao consumidor final entre janeiro e novembro de 2025.

Estratégias da Heineken e Reajustes de Preços

Em resposta à fragilidade do mercado, a Heineken manteve reajustes de preços congelados desde abril de 2024, buscando preservar volumes. No entanto, em julho de 2025, a empresa retomou os aumentos, com um reajuste médio de 6%, indicando uma mudança de postura.

A análise da analista Renata Cabral do Citi sugere que o longo período sem reajustes já sinalizava um ambiente mais restrito no segmento premium.

A expectativa é que 2026 traga alguns estímulos adicionais, como a Copa do Mundo, mais feriados e um clima mais quente, que podem aliviar a pressão sobre o setor. No entanto, a recuperação não deve ser rápida, dependendo mais do aumento das ocasiões de consumo do que da recomposição do orçamento das famílias, segundo Gabriel Fagundes, da NielsenIQ.

Perspectivas para o Mercado

O cenário atual sugere que a disputa por participação de mercado se intensificará, com o portfólio premium da Ambev (ABEV3) podendo se beneficiar da situação. No entanto, a retração nos volumes reduz a relevância da competição, conforme avalia Renata Cabral do Citi.

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