Heineken Responde com Cortes Drásticos: Demissões e Ajustes para Garantir Rentabilidade em 2026
Heineken anuncia cortes drásticos e revisão de lucros! 🚀 A gigante holandesa enfrenta desaceleração no consumo e demite 6 mil funcionários. Saiba mais!
Heineken Adota Medidas para Contornar Desaceleração no Consumo de Cerveja
Após anos de crescimento constante, a indústria de cerveja, incluindo a gigante holandesa Heineken, enfrenta um período de desaceleração no consumo. Diante desse cenário, a empresa anunciou um plano de redução de custos e demissão de funcionários para garantir sua rentabilidade.
A medida visa fortalecer as operações e permitir investimentos em crescimento, conforme declarado pelo diretor financeiro Harold van den Broek.
A Heineken planeja reduzir sua força de trabalho em até 6 mil postos de trabalho nos próximos dois anos, o que representa aproximadamente 7% de seus 87 mil funcionários. Essa decisão faz parte de um esforço para otimizar a operação e responder aos sinais claros de que o consumo de cerveja está diminuindo.
Segundo o CFO, a maior parte dos cortes se concentrará em mercados europeus e em regiões consideradas de menor potencial de expansão. Além disso, a empresa pretende enxugar sua rede de fornecimento, a estrutura da sede e unidades regionais, buscando economias significativas.
Apesar de um lucro operacional ajustado de 4,4% em 2025, o que atingiu 4,385 bilhões de euros, a Heineken está atenta à queda nos volumes de cerveja. No quarto trimestre, houve uma redução de 1,7% nos volumes consolidados, e no acumulado do ano, a queda foi de 1,2%.
Essa realidade levou a uma revisão das projeções de crescimento, com a empresa agora prevendo um lucro entre 2% e 6% para 2026, em vez dos 4% a 8% inicialmente esperados.
A pressão por maior produtividade tem sido crescente, especialmente por parte dos investidores, que observam que a Heineken não está acompanhando a eficiência de alguns concorrentes. A nova estratégia da empresa busca responder diretamente a essa demanda, ajustando os custos para garantir a sustentabilidade da rentabilidade.
Essa medida ocorre em um momento de transição na liderança da empresa, após a saída do antigo presidente-executivo, anunciada em janeiro. A situação reflete um desafio mais amplo para o setor de bebidas alcoólicas, com vendas mais fracas devido à sensibilidade dos consumidores a preços, restrições orçamentárias e condições climáticas desfavoráveis em mercados importantes.
Empresas concorrentes, como a Carlsberg, também têm anunciado demissões e cortes de custos, buscando otimizar suas operações. O cenário indica que a Heineken não está sozinha em seus esforços para se adaptar a um mercado em transformação.
Autor(a):
Redação
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