Ibaneis Rocha e Reag Investimentos sob investigação no Conselho Fiscal do BRB em 2026
Banco de Brasília: Renúncias chocam e geram suspeitas! Duas indicações de Ibaneis Rocha deixam conselho fiscal em aberto. Investigações sobre Reag Investimentos e Banco Master ganham novo contorno. Saiba mais!
Renúncias no Conselho Fiscal do Banco de Brasília Levantam Questionamentos
Duas das nove cadeiras do conselho fiscal do Banco de Brasília (BRB) foram deixadas em aberto após a renúncia de dois membros, Leonardo Roberto Oliveira de Vasconcelos e Celivaldo Elói Lima de Sousa, na sexta-feira (13). Ambos eram indicados pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e estavam ligados a um fundo da Reag Investimentos, que é investigada por operações fraudulentas com o Banco Master. As renúncias geraram questionamentos sobre a influência política e financeira no conselho do banco estatal.
Investigações e Conflitos de Interesse
A situação se desenrola em meio a uma série de investigações envolvendo o BRB e a Reag. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está apurando irregularidades relacionadas a indicações de conselheiros e à compra de carteiras do Banco Master. A Reag também é alvo da Polícia Federal na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes e a utilização de fundos para sonegação fiscal. O Banco Master foi liquidado em 2025, e seu ex-presidente, Paulo Henrique Costa, também é investigado.
A Influência de Ibaneis Rocha e da Reag Investimentos
Ibaneis Rocha indicou Juliana Monici Souza Pinheiro, sua chefe de gabinete, para o conselho fiscal do BRB em novembro de 2024. A indicação original foi feita como representante dos acionistas preferencialistas, mas foi corrigida para representar o controlador, que é o governo do Distrito Federal. Leonardo Roberto Oliveira de Vasconcelos e Celivaldo Elói Lima de Sousa, indicados por Ibaneis, foram eleitos por meio do fundo Borneo, administrado pela Reag. A Reag Investimentos também é investigada na Operação Carbono Oculto, por abrigar fundos usados por suspeitos de sonegação fiscal e envolvimento com o crime organizado no setor de combustíveis.
Mudanças na Composição do Conselho
A composição do conselho do BRB passou por diversas mudanças em 2025. Juliana Monici Souza Pinheiro, que inicialmente representava os acionistas preferencialistas, passou a ser a representante do controlador, o governo do Distrito Federal. Leonardo Roberto Oliveira de Vasconcelos e Celivaldo Elói Lima de Sousa, indicados por Ibaneis Rocha, foram eleitos por meio do fundo Borneo, administrado pela Reag. Essas mudanças refletem a complexa teia de relações financeiras e políticas que envolvem o banco estatal e a Reag Investimentos.
Conselho Fiscal e Fiscalização
O conselho fiscal do BRB tem o dever de fiscalizar os atos da gestão do banco, podendo solicitar informações e questionar os resultados contábeis. No entanto, em 2025, os membros indicados pelo governador e pela Reag não exerceram essa função de forma efetiva, o que gerou críticas e questionamentos sobre a independência e a capacidade de fiscalização do conselho.
Autor(a):
Redação
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