IBC-Br Apresenta Queda em Dezembro, Reforçando Expectativas para a Economia
O Índice de Produção Bruta (IBC-Br), ferramenta do Banco Central que serve como um termômetro da atividade econômica e frequentemente antecipa tendências, registrou uma queda de 0,2% em dezembro, em comparação com o mês anterior, após a aplicação de ajustes sazonais.
A divulgação, ocorrida nesta quinta-feira (19), surpreendeu positivamente, superando a expectativa mediana de retração de 0,5%.
Este resultado consolida a percepção de que, ao final de 2025, a economia brasileira desacelerou em sua margem, mas sem entrar em colapso. A leitura do indicador reacende o debate sobre a magnitude da queda que o Produto Interno Bruto (PIB) deverá apresentar ao final do ano.
Dados Sazonalizados Revelam a Queda
De acordo com a série dessazonalizada do Banco Central, o nível do IBC-Br avançou de 109,25 em novembro para 109,06 em dezembro. Essa variação representa uma redução de aproximadamente -0,18%, arredondada para -0,2%. A diminuição interrompe o crescimento observado no mês anterior.
Apesar do recuo, o resultado veio menos negativo do que o mercado previu. O indicador oferece uma visão valiosa sobre a direção da atividade econômica, embora não seja uma cópia exata dos dados oficiais.
Análise do IBC e suas Limitações
É importante ressaltar que o IBC-Br é um “sinalizador” do PIB, e não uma réplica. Ele utiliza proxies de setores como agro, indústria e serviços, além de dados sobre impostos, para capturar a direção da atividade. No entanto, ele não substitui o dado oficial do IBGE.
A leitura mais útil do IBC-Br reside na identificação de tendências. O mercado agora se concentra em confirmar o ritmo de desaceleração e aguarda os próximos indicadores de atividade econômica para uma avaliação mais precisa.
