Ibovespa abre 2026 com queda, influenciado por frigoríficos e Petrobras
Ibovespa inicia 2026 com queda; frigoríficos e Petrobras lideram perdas. O índice fechou em 160.538 pontos, com liquidez reduzida e ajustes moderados.
O principal índice da bolsa de valores (B3) encerrou o primeiro pregão do ano 2026 com uma queda de 0,36%, atingindo os 160.538 pontos. O dia de negociação teve uma liquidez reduzida, com ajustes moderados após o período de recesso no final do ano anterior.
Apesar dessa correção, fatores como o câmbio e as taxas de juros apresentaram sinais positivos para o mercado doméstico.
Desempenho do Câmbio e Juros
A moeda estrangeira registrou uma queda de 1,19%, fechando em R$ 5,42. Essa variação se intensificou em relação às correções observadas no final de 2025. O movimento foi influenciado pela menor demanda por remessas de lucros e dividendos, além de um ambiente externo mais favorável a ativos de risco.
O real se beneficiou do “carry trade”, impulsionado pela queda do dólar em 2025.
Acompanhamento do Câmbio, Juros e Tesouro Direto
Dados indicaram um fluxo cambial negativo de US$ 8,410 bilhões em dezembro, até o dia 26. A pressão veio da saída de recursos pelo canal financeiro. No entanto, o alívio no câmbio se refletiu na curva de juros futuros, com reduções nas taxas de janeiro de 2026, especificamente jan/27 a 13,755% e jan/29 a 13,105%.
As taxas do Tesouro Direto também apresentaram queda na primeira sessão do ano, acompanhando o aumento do apetite por risco.
Setores em Destaque: Frigoríficos e Petrobras
No pregão da B3, o setor de frigoríficos liderou as perdas. A empresa caiu 6,77% e a (BRFS3) recuou 4,40%, devido à definição de cotas de importação de carne bovina pela China. Para 2026, a cota brasileira foi fixada em 1,106 milhão de toneladas, enquanto o Brasil exportou 1,499 milhão de toneladas para o mercado chinês entre janeiro e novembro de 2025.
Mercado Internacional: Apetite por Risco e Tecnologia
No exterior, o otimismo em relação à inteligência artificial e a expectativa de novos cortes de juros pelo Federal Reserve ao longo de 2026 sustentaram o apetite por risco. Em Wall Street, o dia foi marcado por um desempenho misto, com viés positivo, revertendo um padrão recente: o S&P 500 fechou em queda nos primeiros pregões dos últimos três anos.
Commodities: Ouro e Prata
No mercado de metais, o ouro registrou uma queda de 0,26%, fechando em US$ 4.329,6 por onça-troy, enquanto a prata subiu 0,6%, a US$ 71,02, impulsionada por expectativas de demanda robusta (Comex/Nymex).
Considerações Finais
O Ibovespa iniciou 2026 com desempenho negativo, influenciado pelas quedas nos setores de frigoríficos e Petrobras. Contudo, o câmbio mais fraco, as taxas de juros em queda e o apetite global por risco proporcionaram um certo contrapeso. A baixa liquidez deve continuar a impactar os preços no curto prazo, enquanto investidores acompanham o cenário externo e os próximos sinais da política monetária global.
Autor(a):
Redação
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