Ibovespa atrai investimentos globais apesar de incertezas e Selic alta

Ibovespa atrai investimentos globais apesar de incertezas; UBS vê oportunidade no Brasil. Analistas avaliam que a bolsa não está cara e preveem alta

27/01/2026 17:35

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(Imagem de reprodução da internet).

O Interesse Estrangeiro na Bolsa Brasileira

Apesar da Selic em 15% e da incerteza fiscal persistente, juntamente com as eleições se aproximando, o Ibovespa continua atraindo investimentos de instituições globais. Analistas do UBS avaliam que, mesmo com 182 mil pontos, a bolsa brasileira ainda não está cara, representando uma oportunidade atraente para investidores que buscam diversificação fora dos Estados Unidos.

A expectativa é de alta, impulsionada pela moeda relativamente barata e taxas de juros elevadas, que tendem a diminuir com o tempo.

A reversão do fluxo de capital estrangeiro para o Brasil é vista como improvável no curto prazo, apesar das incertezas econômicas internas. A depreciação do dólar em relação a outras moedas libera capital para buscar oportunidades em mercados emergentes.

Investidores estrangeiros parecem menos críticos aos ruídos políticos do que os investidores locais, focando na dinâmica da dívida brasileira.

O problema do Brasil, segundo analistas, é uma crise de confiança. Se o governo conseguir demonstrar responsabilidade fiscal e controle de gastos, o mercado pode esperar inflação mais baixa, queda das taxas de juros e retomada do crescimento, sem a necessidade de um choque fiscal abrupto.

Oportunidades de IPOs e Fluxo de Investimentos

O UBS prevê uma reabertura gradual do mercado de capitais, especialmente nos Estados Unidos, com oportunidades para empresas brasileiras realizarem ofertas públicas iniciais (IPOs). A expectativa é que o movimento seja liderado por empresas de tecnologia, após um período de “digestão” dos investimentos privados feitos durante a pandemia.

Além das empresas de tecnologia, setores mais tradicionais, como biotecnologia, também podem ganhar espaço no pipeline de IPOs. Empresas de tecnologia tendem a dominar as ofertas devido à sua capacidade de criar novos modelos de negócio e histórias de crescimento.

A combinação de liquidez global, expectativa de cortes de juros em economias centrais e preços mais elevados de commodities cria um cenário favorável para o Brasil, onde a segurança alimentar e energética voltaram a ser temas centrais de debate.

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