Ibovespa Dispara à Luz das Tarifas de Trump e Recuperação em Wall Street
O Ibovespa apresentou uma performance expressiva nesta terça-feira (24), renovando sua máxima histórica com um salto de 1,35%, atingindo os 191.406,10 pontos. A forte recuperação veio acompanhada de um avanço significativo em Wall Street, impulsionada pela recuperação de empresas de tecnologia, que haviam sofrido forte pressão no dia anterior.
A principal força motriz por trás do bom humor do mercado brasileiro foi a entrada em vigor das tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos, uma medida anunciada pelo governo de Donald Trump. A alíquota de 10% sobre importações não listadas em acordos de isenção gerou inicialmente preocupação, mas a confirmação de que a taxa permaneceria em 10% e a suspensão das tarifas “recíprocas” anteriores, que chegavam a 50%, acalmou os ânimos.
Recuperação em Wall Street e o Impacto da Inteligência Artificial
Em Nova York, o Dow Jones avançou 400 pontos, ou 0,63%, enquanto o S&P 500 subiu 0,56% e o Nasdaq, 0,86%. A recuperação das empresas de tecnologia foi atribuída, em parte, ao anúncio de um acordo plurianual entre a Meta e a fabricante de chips. Investidores parecem estar reavaliando o impacto da inteligência artificial no setor de software, que havia sido alvo de temores de obsolescência.
Tarifas de Trump: Uma Maneira de Reverter o Comércio
A decisão de Trump de impor uma tarifa global temporária de 10% sobre importações, baseada em uma análise do déficit comercial e da balança de pagamentos dos EUA, demonstra uma estratégia de reverter o comércio global. A medida, que se baseia em uma legislação de 1974, permite ao presidente impor tarifas por até 150 dias.
Brasil e o Impacto das Tarifas
O Brasil, como um dos países afetados pela nova tarifa, enfrenta uma situação particular. A cobrança adicional de 10% se soma à tarifa já existente sobre cada produto importado, com algumas exceções. Produtos sujeitos a tarifas por motivos de segurança nacional seguem regras próprias, enquanto bens estratégicos, como alguns produtos agrícolas e minerais, foram isentos.
Apesar da sobretaxa, um estudo da Global Trade Alert indica que o Brasil aparece entre os países com maior redução na tarifa média após a reconfiguração das medidas comerciais norte-americanas, com uma queda estimada de 13,6 pontos percentuais em relação ao pico observado em 2025.
