Ibovespa Brilha Contra Wall Street em Crise: Oportunidade ou Sinal de Alerta?
Ibovespa dispara! Wall Street em crise: o que esperar? 🚀 Investidores correm para a bolsa brasileira enquanto Nova York enfrenta queda histórica. Saiba mais!
Ibovespa Brilha Enquanto Wall Street Enfrenta Dificuldades
Enquanto o Ibovespa continua a quebrar recordes, impulsionado por um fluxo constante de recursos estrangeiros na bolsa brasileira, o mercado de Wall Street enfrenta um período de menor otimismo. Nos primeiros meses de 2026, a economia global, que serve como motor para o mercado americano, tem tido dificuldades em encontrar uma trajetória de crescimento sólida.
Dados do Goldman Sachs revelam que o desempenho das ações norte-americanas tem sido o pior desde 1995, em comparação com o desempenho do restante da economia global. O S&P 500 registrou uma queda de 1% desde o início do ano, enquanto o índice que acompanha o mercado global (ACWX) apresentou um ganho de 8%.
Essa tendência de crescimento fora de Nova York se mantém, com o índice ex-EUA subindo 30% no acumulado de um ano, triplicando o retorno de 10% registrado no Ibovespa no mesmo período.
Riscos Domésticos e o Fim do Prêmio de Risco
Em um cenário onde o risco geopolítico se intensifica dentro dos Estados Unidos – seja por meio de tarifas impostas pelo governo Trump, discussões sobre a anexação da Groenlândia ou outros eventos – a atenção dos investidores se voltou para outras regiões do mundo. “Para investidores globais, a reprecificação do dólar e a erosão do spread entre o prêmio de risco de ações dos EUA e outros mercados foi um choque em 2025”, observou Viktor Shvets, chefe de estratégia de mesa global da Macquarie.
Apesar do desempenho inferior do mercado norte-americano, as ações dos EUA continuam a se valorizar. Segundo Torsten Sløk, economista-chefe da Apollo, o múltiplo preço sobre lucro (P/L) nos EUA era similar ao do restante do mundo após a crise financeira global.
No entanto, o crescimento das grandes empresas de tecnologia nos últimos 10 anos elevou os valuations, e o P/L norte-americano está, atualmente, em média, 40% acima do mercado global.
Concentração e Vulnerabilidade no Mercado Americano
O mercado de Wall Street também se tornou altamente concentrado no setor de tecnologia. Em dezembro de 2025, as 10 maiores empresas – as Sete Magníficas, incluindo Broadcom, Eli Lilly e Visa – representavam 40% das participações do S&P 500, o dobro do peso que tinham há uma década.
Essa concentração torna as ações norte-americanas mais vulneráveis caso as expectativas em torno do comércio de inteligência artificial (IA) diminuam.
“O mercado dos EUA negocia acima de um P/L de 20x – mesmo excluindo as Sete Magníficas. Isso é um nível de avaliação estranhamente alto”, afirmaram estrategistas do Goldman Sachs.
Historicamente, investidores pagavam um prêmio pelas ações dos EUA, esperando um crescimento de lucros superior ao de outros mercados. Mas, com o crescimento estável no exterior e a recuperação dos mercados emergentes, essa justificativa para o alto valuation se tornou difícil de sustentar.
Mudança no Fluxo de Capital
Essa mudança no fluxo de capital já se reflete no mercado de fusões e aquisições (M&A). Dados de 2025 do Goldman Sachs mostram uma reversão: empresas dos EUA estão enviando mais capital para aquisições no exterior do que os compradores estrangeiros estão levando para o mercado norte-americano.
Embora a propriedade estrangeira de ativos dos EUA não tenha diminuído drasticamente, a participação de investidores globais em ações norte-americanas estagnou nos últimos quatro anos, após duas décadas de crescimento constante.
Autor(a):
Redação
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