O Ibovespa encerrou a sessão de ontem (12) com uma queda de 1,02%, fechando aos 187.766,42 pontos. Esse desempenho negativo reflete o sentimento pessimista que pairava sobre o mercado financeiro, influenciado por eventos tanto no Brasil quanto no cenário internacional.
A aversão ao risco observada em Nova York e a valorização do dólar externo contribuíram para o mau humor, enquanto no país, os investidores demonstraram cautela, aguardando o balanço do quarto trimestre de 2025 da Vale, divulgado no mesmo dia.
Resultados Corporativos e Reações do Mercado
Apesar do cenário geral, alguns resultados corporativos impulsionaram ganhos pontuais. As ações da empresa que apresentou um lucro líquido de R$ 4,53 bilhões no 4T25, registraram um avanço de 4,76%. Paralelamente, o Assaí também se destacou com alta de 5,09% no pregão, impulsionado pelos resultados do quarto trimestre e uma parceria com o Mercado Livre.
A empresa com lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões no 4T25, também apresentou alta de 4,50%. Além disso, a aprovação da distribuição de JCP (Juros sobre Capital) de R$ 1,23 bilhão aos acionistas, também contribuiu para o desempenho positivo.
Análise do Mercado e Expectativas
Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, observou que o Ibovespa operou em baixa moderada, caracterizada por uma acomodação de preços e correção após um período de fortes altas. Ele ressaltou que a notícia de moderação na atividade do setor de serviços ajudou a aliviar levemente a expectativa de aumento das taxas de juros, mas não foi suficiente para sustentar um pregão positivo.
O mercado demonstra atenção à temporada de balanços e às pesquisas eleitorais, com a expectativa de cortes na Selic em março, prevendo uma redução de 50 pontos-base.
Cenário Internacional e Dólar
No exterior, os principais índices de Nova York também registraram quedas, refletindo a aversão ao risco após dados de emprego mais fortes do que o esperado. O Dow Jones caiu 1,34%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq apresentaram quedas ainda maiores. A valorização do dólar global, com investidores migrando para títulos do Tesouro americano, exerceu pressão sobre os ativos brasileiros.
Apesar disso, Perri destaca que há um processo mais amplo de desvalorização do dólar, que pode beneficiar moedas emergentes como o real.
Conclusão
O mercado financeiro brasileiro enfrenta um cenário complexo, com influências tanto domésticas quanto internacionais. A expectativa de cortes na Selic, combinada com a valorização do dólar e a temporada de resultados corporativos, moldam as decisões dos investidores.
A atenção se volta agora para os próximos dados econômicos e as decisões do Banco Central, que podem determinar o rumo do mercado nos próximos meses.
