Ibovespa Impulsionado por Fluxo Externo em Janeiro
Investidores continuaram a comprar ações na B3, injetando R$ 2,2 bilhões no pregão de 29 de janeiro, mesmo com o Ibovespa apresentando uma queda naquele dia. Esse movimento elevou o saldo externo acumulado em janeiro para R$ 25,3 bilhões, quase igualando o resultado total de 2025, que havia atingido R$ 25,47 bilhões.
A dinâmica do mercado demonstra um contraste significativo com o restante do cenário.
Investidores Institucionais e o Retorno de Capital
Em paralelo, investidores institucionais retiraram R$ 2,3 bilhões da Bolsa no mesmo pregão. No mês de janeiro, o resultado líquido foi de uma saída de R$ 16,6 bilhões. Apesar desse volume de saída, o investidor pessoa física adicionou R$ 163,9 milhões no dia, mas ainda registra um déficit de R$ 3,5 bilhões no acumulado do mês, de acordo com dados divulgados pela B3.
O Papel do Fluxo Estrangeiro
O fluxo de capital estrangeiro foi fundamental para o desempenho do Ibovespa em janeiro, que se tornou um dos melhores meses da história da bolsa, com oito recordes nominais e um aumento de 12,56%, o maior desde 2006. A Bolsa passou a ser impulsionada por essa entrada de recursos.
Dinâmica do Mercado e Reações dos Investidores
Observa-se que, enquanto o investimento estrangeiro aumenta, os investidores institucionais reduzem suas posições e o investidor pessoa física ainda não consegue impulsionar o mercado sozinho. Essa situação é comum em fases de rotação global, onde o investidor grande busca rebalancear seus riscos e reage rapidamente a mudanças no cenário doméstico.
A busca por diversificação geográfica também contribui para o fluxo de capital para o Brasil, especialmente em momentos de incertezas geopolíticas e reprecificação de risco em outros mercados, como apontam análises recentes do Itaú BBA.
