Ibovespa Quebra Recorde com Impacto das Tarifas de Trump e Dólar em Queda!

Ibovespa quebra recorde! Trump e tarifas impulsionam bolsa brasileira e dólar recua. Descubra o impacto das políticas comerciais e o que espera pelo mercado!

20/02/2026 19:14

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(Imagem de reprodução da internet).

Ibovespa Atinge Novo Recorde e Dólar Cai com Impacto das Tarifas de Trump

O Ibovespa renovou seu recorde histórico, impulsionado pelo cenário de incertezas gerado pelas políticas comerciais do governo Trump. A bolsa brasileira fechou em 190.534,42 pontos, com alta de 1,06%, acompanhando o desempenho positivo dos principais índices de Nova York.

O mercado americano também apresentou ganhos significativos, com o Dow Jones avançando 0,42% (49.625,97 pontos), o S&P 500 subindo 0,69% (6.909,51 pontos) e o Nasdaq saltando 0,90% (22.886,06 pontos).

Dólar Recua e Ativos de Risco Atraem Investidores

No mercado de câmbio, o dólar à vista cedeu 0,98%, sendo negociado a R$ 5,1759, atingindo a mínima em 21 meses. O cenário de instabilidade econômica e comercial, desencadeado pelas tarifas de Trump, contribuiu para o aumento do interesse em ativos de risco, como os brasileiros.

Ações Brasileiras em Alta

Diversas ações da bolsa brasileira lideraram os ganhos do Ibovespa. Vale (VALE3) subiu 3,23%, enquanto os bancos também apresentaram avanços acima de 2%. A gigante Vale (VALE3) foi a principal força motriz do índice, impulsionando o Ibovespa para novas máximas.

Desempenho da Meta e Perdas em Raízen

A ação da Vamos (VAMO3) se destacou com um salto de 4,01%. No entanto, a Raízen (RAIZ4) registrou a maior perda do índice, com uma queda de 3,23%.

Ouro Também Reage às Tarifas

Além do Ibovespa, o mercado de metais também reagiu às notícias. Na bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em alta de 1,67%, a US$ 5.080,9 por onça-troy, enquanto a prata para março subiu 6,07%, a US$ 82,34 por onça-troy. Ambos os metais registraram avanços significativos em sua semana de negociação.

Análise do Mercado

O aumento do Ibovespa se deve, em parte, à expectativa de que Trump não implemente uma compensação maior pelas tarifas canceladas pela Suprema Corte dos EUA. Em vez disso, o republicano anunciou a imposição de uma tarifa global de 10% sobre importações e a busca por novos acordos comerciais.

Segundo André Valério, economista sênior do Inter, o Brasil, junto com a China e o Canadá, é um dos países mais beneficiados pela decisão da Suprema Corte, devido à alta exposição das exportações brasileiras aos EUA a tarifas de 50%. Além disso, o mercado espera que a ausência das tarifas reduza a inflação, o que pode levar o Federal Reserve (Fed) a cortar as taxas de juros.

Atualmente, a taxa está na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

Impacto no Real

O cenário de incertezas e a busca por ativos de risco contribuíram para o fortalecimento do real. “Na margem, trata-se de um fator positivo, que adiciona combustível ao movimento global de reposicionamento de portfólios de investidores estrangeiros, o que tem beneficiado o real”, afirma um agente do mercado.

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