O Ibovespa iniciou a sessão desta segunda-feira, 26 de janeiro, com uma leve estabilidade, registrando um aumento de 0,01%, atingindo os 178.878 pontos. Essa performance ocorre após o índice ter alcançado novas máximas históricas no fechamento da última sexta-feira.
O mercado está atento às expectativas em relação ao Boletim Focus, à divulgação de indicadores econômicos e às decisões de política monetária tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
Boletim Focus Aponta Redução da Inflação e Estabilidade Econômica
O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, revelou uma nova redução na projeção de inflação para 2026. As estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) permaneceram inalteradas. O mercado também observa o cenário do câmbio, com uma estabilidade no curto prazo, mas projeções mais longas, especialmente para 2029, que apontam para um aumento nas expectativas.
Adicionalmente, o boletim indicou que o déficit em conta corrente do ano de 2025 fechou em 3,02% do PIB, um resultado melhor do que o previsto. Essa informação contribui para a percepção de um equilíbrio externo e influencia positivamente o interesse de investidores estrangeiros nos ativos brasileiros.
Fluxo Estrangeiro Fortalece o Ibovespa
O movimento global de redução da exposição a ativos americanos, conhecido como “sell America”, continua a beneficiar o mercado local. Até o dia 22 de janeiro, a entrada de recursos estrangeiros na B3 já ultrapassa 60% do volume total registrado em 2025, impulsionando o desempenho do Ibovespa no início do ano.
Investidores aguardam as decisões de política monetária que serão anunciadas nesta semana. A expectativa predominante é que o Copom (Comitê de Política Monetária) mantenha a taxa Selic em 15%, assim como o Federal Reserve (Banco Central dos EUA) deve manter as taxas de juros inalteradas.
Bolsas Globais e Ouro em Alta
No exterior, as bolsas europeias operam com estabilidade, em meio a novas ameaças tarifárias do presidente dos EUA, Donald Trump, e à expectativa pela reunião do Federal Reserve. O setor de mineração se destaca, impulsionado pela forte alta do ouro, que ultrapassou US$ 5.000 por onça pela primeira vez na história.
Esse movimento reflete a busca por proteção em um cenário de incerteza geopolítica e cambial.
O dólar segue sob pressão no mercado internacional, o que contribui para o desempenho das commodities. O dólar recua frente ao real nesta manhã, acompanhando a fraqueza global da moeda americana. Os juros futuros operam em queda, sustentados pelo ambiente externo mais favorável e pela expectativa de manutenção da taxa básica de juros.
