IGP-10 sobe 2,94% em Abril/2026: O que Matheus Dias aponta sobre a inflação?

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(Imagem de reprodução da internet).

IGP-10 Registra Alta de 2,94% em Abril de 2026

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) acumulou um aumento de 2,94% no mês de abril de 2026, conforme divulgado pelo FGV IBRE nesta quarta-feira, dia 15. Este resultado marca uma reversão em relação à queda de 0,24% observada em março.

Com essa alta, o índice acumulou um avanço de 2,57% no ano. Nos últimos doze meses, o IGP-10 registrou um crescimento de 0,56%, indicando um cenário de pressão inflacionária em diversos setores da economia.

Pressão de Custos Impulsionada pelo IPA

A principal força motriz por trás do aumento do IGP-10 foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). Este índice subiu 3,81% em abril, após ter apresentado um recuo de 0,39% no mês anterior.

Impactos Geopolíticos e Commodities

Segundo o economista Matheus Dias, do FGV IBRE, a elevação dos preços está diretamente ligada aos efeitos da guerra no Oriente Médio. Essa tensão afeta, em especial, os derivados de petróleo, os fertilizantes e diversas matérias-primas industriais.

Dentre os itens que mais pressionaram o IPA, o ácido sulfúrico teve um aumento expressivo de 29%. Além disso, os adubos e fertilizantes registraram um avanço de 6,8%. Fatores sazonais também contribuíram, elevando o custo de produtos agropecuários, com destaque para o tomate, que subiu cerca de 20%.

Análise Detalhada dos Índices de Preços

No que tange ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC), ele subiu 0,88% em abril, em comparação com a alta modesta de 0,03% vista em março. A maior pressão veio do grupo de Transportes, que acelerou de 0,06% para 2,31%, impulsionado principalmente pelo preço da gasolina.

A Alimentação também demonstrou força, passando de 0,37% para 1,41%. Outros setores como Educação, Leitura e Recreação, Vestuário, Saúde e Cuidados Pessoais, Despesas Diversas e Habitação também apresentaram aceleração. A Comunicação foi a única área que registrou desaceleração.

Construção e Combustíveis

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,88% em abril, superando a alta de 0,29% registrada em março. O FGV IBRE apontou que o aumento nos combustíveis e derivados de petróleo impactou diretamente o setor de construção civil.

Produtos com alta dependência de transporte, como cimento, massa de concreto e blocos de concreto, ficaram mais caros. Dentro do INCC, os Materiais e Equipamentos avançaram de 0,28% para 0,98%. Os Serviços subiram de 0,25% para 0,83%, e a Mão de Obra acelerou de 0,31% para 0,77%.

Conclusão sobre a Inflação em Abril

Os dados mostram que a pressão inflacionária está sendo sentida desde a base da cadeia produtiva, começando pelas matérias-primas. O grupo de Matérias-Primas Brutas, por exemplo, saltou de uma queda de 1,11% em março para um aumento de 7,01% em abril.

Essa movimentação indica que o aumento de custos já se propagou, afetando não apenas os insumos básicos, mas também os bens intermediários e os produtos finais consumidos pelas famílias.

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