Investidores exploram oportunidades globais em IA, robótica e energias renováveis

Investidores buscam Disrupção Tecnológica: Oportunidades Globais
Instituições como o Banco X, Y ou Z e a drogaria A, B ou C não se beneficiam de tecnologias como inteligência artificial e biotecnologia. O relatório “Charting Disruption” da Global X revela que IA, robótica e energias renováveis movimentam trilhões de dólares. Flavio Vegas, especialista da Global X, explica como participar desse crescimento. A biotecnologia supera tratamentos tradicionais, com potencial para tratar Alzheimer e insuficiência cardíaca. ETFs e BDRs, como IAQ/CHPX/BAIQ39 e BOTZ/BOTZ39, oferecem exposição a empresas estrangeiras, com diversificação e exposição ao dólar

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(Imagem de reprodução da internet).

Investindo em Disrupção Tecnológica: Oportunidades Globais

O cenário financeiro atual, refletido no Ibovespa, demonstra uma predominância de setores tradicionais, como bancos, empresas de commodities e negócios domésticos. Embora esses setores sustentem a economia local, eles não oferecem a exposição necessária às tecnologias que estão remodelando o mundo.

Instituições financeiras como o Banco X, Y ou Z, por exemplo, estão integrando inteligência artificial em seus serviços, mas não são empresas focadas no desenvolvimento dessa tecnologia. Da mesma forma, drogaria A, B ou C se beneficia da venda de medicamentos como Ozempic ou Mounjaro, mas não são farmacêuticas com foco em biotecnologia e criação de novos medicamentos.

Disrupção Tecnológica Global

Este padrão se repete em escala global. O relatório “Charting Disruption”, da Global X, revela que inovações como inteligência artificial, robótica e energias renováveis não são mais promessas distantes, mas realidades que movimentam trilhões de dólares.

Para o investidor comum, a pergunta mudou de “isso vai acontecer?” para “como eu participo desse crescimento?”. Flavio Vegas, especialista em produtos da Global X, foi consultado para entender os caminhos para essa participação.

Tesés Globais de Investimento

A inteligência artificial está evoluindo, deixando de ser apenas um processador de dados para se tornar uma entidade física através da robótica. Na China, robôs humanoides já operam em fábricas, hotéis e hospitais, mesmo sem alcançar o raciocínio humano.

Além disso, os robôs táxis são comuns em cidades como Pequim, Wuhan e Shenzhen. Paralelamente, a eletrificação e a energia nuclear ganham força como combustíveis estáveis e limpos. Com a IA consumindo grandes volumes de eletricidade em veículos elétricos e data centers, pequenos reatores nucleares (SMRs) reduzem o tempo de construção de usinas de 15 para apenas três anos, garantindo o suprimento para grandes empresas de tecnologia.

Biotecnologia e Tratamentos Inovadores

Em 2025, a biotecnologia marcou um ponto de inflexão histórico, com tratamentos biológicos complexos e terapias gênicas superando as pílulas tradicionais em receita. Medicamentos da classe GLP-1, presentes nas canetas emagrecedoras, também se destacaram ao ir além do combate à obesidade, com potencial para tratar Alzheimer e insuficiência cardíaca.

Investindo via ETFs e BDRs

Para o investidor brasileiro, o principal desafio é a falta de exposição a essas teses na bolsa local. Mesmo as teses mais comuns, como mineração e infraestrutura, não correspondem aos modelos de negócios das empresas brasileiras. A mineração, por exemplo, envolve minerais críticos como cobre, lítio e níquel, e não petróleo ou minério de ferro.

Já a tese de infraestrutura está ligada ao desenvolvimento urbano sustentável, alinhado ao planejamento climático e à implantação de data centers.

ETFs e BDRs: Como Navegar a Onda

A única forma de participar dessa onda é através de empresas estrangeiras. Nos Estados Unidos, os ETFs (Exchange Traded Funds) são comuns para viabilizar grandes teses de investimento, permitindo investir em muitas empresas de uma só vez, com baixa taxa de administração e sem a necessidade de girar a carteira com frequência.

A Global X, que elaborou o relatório, é especializada em ETFs e gerencia US$ 125 bilhões ao redor do mundo, em mais de 400 ETFs.

A lista completa de ETFs correspondentes às teses do relatório “Charting Disruption” inclui:

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