Investimento em Stablecoins Explode no Brasil – R$ 5 Bilhões em Fevereiro!
Investimento em stablecoins dispara no Brasil! R$ 5 bilhões movimentados em fevereiro. Descubra o que está por trás desse boom e o impacto no mercado cripto. 🚀
Investimento em Stablecoins Atinge R$ 5 Bilhões no Brasil em Fevereiro
Os brasileiros movimentaram quase R$ 5 bilhões em stablecoins atreladas ao dólar durante os primeiros 12 dias de fevereiro, segundo dados do Índice Biscoint. Esse volume representa aproximadamente a metade do total negociado em janeiro. A maior parte desse movimento foi concentrada em Tether (USDT), que somou cerca de R$ 4,3 bilhões, enquanto a Circle (USDC) registrou um volume de aproximadamente R$ 500 milhões.
O período de intensa movimentação ocorre em um contexto de enfraquecimento do dólar americano. A moeda norte-americana atingiu o menor nível em quase dois anos em relação ao real, e essa tendência se observa também em comparação com outras divisas.
Em situações de crise global, o dólar tende a se fortalecer, mas, neste caso, incertezas tanto nos Estados Unidos quanto no cenário internacional estão impulsionando investidores a buscar alternativas em mercados emergentes, como o Brasil.
Stablecoins e a Antecipação do IOF
Investidores brasileiros podem estar aproveitando a menor cotação do dólar para se proteger ou realizar operações utilizando stablecoins. O acesso é relativamente simples, exigindo apenas uma conta em exchanges ou bancos digitais, embora seja importante estar ciente dos riscos associados a esse tipo de investimento.
Um fator adicional que pode estar impulsionando o movimento é a possibilidade de aplicação de uma alíquota de 3,5% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre transações com stablecoins. Com essa nova regra em discussão para este ano, alguns usuários podem estar antecipando operações para viagens, remessas e transferências internacionais, buscando aproveitar o custo menor do dólar antes da aplicação da alíquota.
Mercado Cripto em Reflexão e Inovações
O mercado cripto demonstra cautela em relação à possível aplicação do IOF sobre operações com stablecoins. Além da alíquota, há incertezas sobre a forma de implementação – se por meio de decreto ou mudança legislativa – e sobre quais ativos ou transações seriam afetados.
O tema deve gerar debates nos próximos meses.
Paralelamente, o Reino Unido está avançando com a tokenização de títulos públicos, em parceria com o HSBC e o escritório Ashurst, em um projeto piloto supervisionado pelo Banco da Inglaterra. Essa iniciativa visa reduzir custos e aumentar a eficiência na liquidação de operações, buscando acompanhar o ritmo de outros mercados, como Hong Kong, que já tem avançado com emissões soberanas tokenizadas.
O Standard Chartered, por sua vez, revisou suas projeções para o bitcoin, antecipando uma correção no curto prazo, com o bitcoin projetado em torno de US$ 50 mil antes de uma nova alta. O banco aponta para pressões de saídas de ETFs, liquidações e um ambiente macroeconômico ainda desafiador, mas mantém uma visão positiva para o ciclo no médio prazo.
Autor(a):
Redação
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