Investimento Estrangeiro no Brasil Dispara em 2026: Projeções e Ações
JP Morgan prevê aumento de US$ 25 bilhões em investimentos em ações brasileiras em 2026. Vale (VALE3), Petrobras (PETR4), Itaú (ITIB4) e Banco do Brasil (BBAS3) lideram o mercado
Em 2025, observou-se uma mudança significativa nos padrões de investimento estrangeiro no Brasil. O apetite por ativos brasileiros substituiu o interesse anterior por outros mercados. Essa transição foi vista como um sinal de recuperação do interesse do mercado internacional pela economia brasileira.
Fluxos de Capital Externo em Ações
Estratégos do JP Morgan preveem um aumento robusto nos fluxos de capital externo para as ações brasileiras em 2026. A projeção se baseia na reversão de uma tendência de alocação de fundos globais em países emergentes, que atualmente está em níveis historicamente baixos.
Se a fatia de investimento em países emergentes retornar à média dos últimos dez anos, o Brasil poderá atrair cerca de US$ 25 bilhões em novos investimentos.
Dados de Volume de Negociação em 2025
Dados da B3, em conjunto com a plataforma Datawise+ e Neoway, revelam que os meses de maio (R$ 263 bilhões), abril (R$ 257 bilhões) e dezembro (R$ 255 bilhões) foram os períodos de maior volume de negociação em ações pelo investidor não residente.
O mercado à vista, que engloba ações, BDRs, ETFs e fundos imobiliários (FIIs), movimentou um total de R$ 3,5 trilhões.
Ativos Preferidos pelos Investidores Estrangeiros em 2025
Em 2025, os investidores estrangeiros demonstraram preferência por ações de grande peso no Ibovespa. A Vale (VALE3) liderou o volume de negociação com R$ 197,7 bilhões, seguida pela Petrobras (PETR4) com R$ 154 bilhões, Itaú Unibanco (ITIB4) com R$ 130,6 bilhões e Banco do Brasil (BBAS3) com R$ 89 bilhões.
O Bradesco (BBDC4) também apresentou um volume significativo, com R$ 83 bilhões.
Análise Macroeconômica e Riscos
A tese do JP Morgan considera dois pilares macroeconômicos: a reversão da alocação global e a melhora do cenário macroeconômico brasileiro. No entanto, o relatório alerta para a volatilidade do mercado, mencionando a possibilidade de um ritmo de queda de juros mais lento do que o esperado e o impacto do cenário político local.
A equipe de análise enfatiza a importância de um momentum macroeconômico positivo, taxas de juros baixas e um ambiente global favorável para manter a perspectiva construtiva.
Autor(a):
Redação
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