Análise da Movida: Potencial de Valorização e Estratégia de Rentabilidade
A ação da Movida (MOVI3) apresentou um crescimento notável de valor na bolsa de valores ao longo do ano, triplicando seu valor. Segundo o Itaú BBA, a companhia se destaca como um “beta” promissor, o que significa que a ação tende a amplificar os movimentos do mercado.
Essa análise sugere uma aposta mais agressiva, com potencial de aceleração se o cenário econômico for favorável, mas também com risco de correções se houver reversão.
Projeções e Estratégia de Rentabilidade da Movida
O Itaú BBA estima que o preço-alvo da ação seja de R$ 15,50, representando uma valorização de 45,9% em relação ao fechamento da última terça-feira (16). A empresa está focada em aumentar a rentabilidade do negócio, em vez de expandir o tamanho da frota, buscando extrair mais retorno da frota existente, elevando a diferença entre o que a companhia ganha com cada carro e o custo do capital investido.
Impacto da Política de Juros e Ajustes Tarifários
A estratégia da Movida é impulsionada pela expectativa de corte de juros no próximo ano, o que impactaria positivamente a empresa devido a cerca de 80% da sua dívida estar atrelada à taxa básica de juros. Uma redução de 1 ponto percentual na Selic poderia adicionar R$ 100 milhões ao lucro líquido da companhia.
A empresa também planeja reajustar tarifas no aluguel de curto e longo prazo, buscando um crescimento das tarifas que pode ir de um dígito alto até a casa dos dois dígitos baixos ao longo de 2026.
Análise do Mercado e Perspectivas Futuras
O Itaú BBA avalia que o risco de reação da concorrência no segmento de curto prazo é um fator a ser monitorado, mas considera que esse risco não é imediato, ocorrendo apenas no segundo semestre de 2026, quando os juros já estiverem mais baixos.
A empresa tem mantido uma rentabilidade estável, impulsionada por notícias positivas sobre os preços de carros novos e seminovos, e por uma projeção de vendas de 95 mil veículos ao fim de 2025. No entanto, o mercado se preocupa com a possibilidade de pressão de preços das montadoras chinesas, o que levou o banco a incorporar um aumento de 12% na depreciação por carro.
