Análise do Mercado Financeiro: Oportunidades e Riscos em Meio à Alta
Com o Ibovespa renovando recordes quase diariamente, encontrar oportunidades de investimento no setor financeiro se tornou um desafio. O início de ano foi marcado por um forte fluxo estrangeiro, impulsionando os preços das ações da bolsa e elevando-os em praticamente todas as classes.
No entanto, a questão central é que os lucros das empresas não acompanharam esse ritmo de alta, resultando em valuations que já não indicam “oportunidades” tão evidentes como antes. O Itaú BBA destaca que os grandes bancos, como o Itaú BBA, negociam levemente acima das médias dos últimos cinco anos, sinalizando uma fase mais seletiva.
Bancos: Seleção e Vulnerabilidades
Em meio aos bancos, o Bradesco (BBDC4) se destaca como o principal destaque positivo, com projeções de rentabilidade para 2026 que superam significativamente a média dos últimos cinco anos. O Santander Brasil (SANB11) ocupa uma posição intermediária, com múltiplos em linha com o histórico, mas já acima da média.
O Banco do Brasil (BBAS3) apresenta um cenário mais desafiador, negociando a múltiplos próximos à média histórica, mas com uma rentabilidade projetada abaixo da média, o que o torna mais vulnerável a uma correção.
Bolsa de Valores e Mercados de Capitais: Preferências e Potencial
No universo dos mercados de capitais, o Itaú BBA mantém preferência por BTG Pactual (BPAC11) e B3 (B3SA3). O BTG negocia a cerca de 12 vezes o lucro, pouco acima da média de cinco anos, mas distante dos picos históricos, e reúne o melhor histórico de resultados considerando lucros passados, projeções e revisões.
A B3 ainda negocia abaixo da média histórica, a cerca de 14 vezes o lucro futuro, podendo encontrar suporte adicional caso o impulso macroeconômico continue.
Bancos Digitais e Empresas de Maquinhas: Oportunidades de Beta
No segmento de bancos digitais, o Nubank (ROXO34) chama a atenção por ter “comido poeira” em meio ao rali do setor. Tanto Nubank quanto Inter negociam próximos às médias históricas de valuation, com ROEs significativamente mais elevados, ainda que com crescimento de lucros mais moderado.
Já a dLocal (DLAC3) se destaca como uma exceção no segmento de empresas de maquininhas, negociando com desconto em relação à média histórica e apresentando um crescimento de lucros levemente superior aos anteriores.
Conclusão: Qualidade e Resultados
Apesar dos alertas sobre a limitação do potencial de valorização e a necessidade de focar em qualidade e resultados, o Itaú BBA mantém uma visão construtiva sobre o setor financeiro como um todo. As principais escolhas continuam sendo Nubank e Bradesco, e em mercados de capitais, BTG e B3 permanecem no topo da lista, devido à sua capacidade de sustentar ganhos e atravessar uma eventual correção com menos arranhões.
A estratégia do banco é evitar “perseguições” de ações com maior valor relativo, como XP, Banco do Brasil e adquirentes.
