Eneva (ENEV3): Otimismo do Itaú BBA Impulsiona Preço-Alvo
O mercado de energia está em constante transformação, e a Eneva (ENEV3) se destaca como uma empresa com potencial de crescimento significativo. Recentemente, o banco Itaú BBA elevou o preço-alvo da ação para R$ 23,80 até o fim de 2026, demonstrando um forte otimismo em relação ao futuro da companhia.
Essa projeção representa um salto considerável em relação à estimativa anterior de R$ 16,50 para dezembro de 2025, indicando um potencial de valorização de 11,8%.
Leilão de Reserva de Capacidade: Um Catalisador Chave
O principal motor por trás do otimismo do Itaú BBA é o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026. Este evento, considerado praticamente sem paralelo para a Eneva, representa uma oportunidade única para a empresa expandir sua atuação no mercado de energia.
Com a crescente demanda por flexibilidade operacional e a necessidade de garantir a estabilidade do sistema elétrico, a capacidade de resposta rápida se tornou um ativo valioso.
Vantagem Competitiva e Projetos Greenfield
A Eneva se antecipou ao mercado ao investir previamente na reserva de capacidade de fabricação de turbinas, o que a coloca em uma posição vantajosa no leilão. Se o desenho final do leilão se confirmar conforme esperado, a empresa pode destravar até R$ 6,70 por ação em valor adicional, apenas com os projetos que já estão no radar do banco.
Clima e Despacho Médio Elevado
Além do leilão, o clima também entra em jogo. O Brasil se prepara para um período chuvoso extremamente difícil em 2026, com projeções de níveis baixos para a recomposição dos reservatórios. Isso significa maior dependência de geração térmica, e a Eneva tende a assumir um papel central.
O Itaú BBA prevê um despacho médio próximo de 90% no Complexo Parnaíba ao longo de 2026, um nível elevado mesmo quando comparado aos padrões históricos.
Valuation Atrativo e Potencial de Crescimento
Mesmo após a forte alta recente, o Itaú BBA avalia que a ação da Eneva ainda não parece cara. No cenário-base, que incorpora a renovação dos ativos elegíveis no leilão e o desenvolvimento do projeto Celse 2, a ação negocia com uma taxa interna de retorno (TIR) real implícita em torno de 11%.
Caso a companhia avance em frentes adicionais — como Jandaia, a recontração da CGTF e o terminal de FSRU no Ceará —, a TIR estimada sobe para mais de 13,5%, levando o preço-alvo a R$ 27,50 por ação.
Recomendação do Itaú BBA
Com fundamentos favoráveis a um maior despacho térmico no curto prazo e eventos que podem elevar significativamente o valuation da companhia, o Itaú BBA acredita que a Eneva tem potencial para voltar a superar de forma consistente seus pares. “Reiteramos nossa visão da companhia como a ação para se ter em 2026”, afirma o banco.
