Itaú enfrenta R$ 7 bilhões para recompor FGC após crise do Banco Master

Itaú enfrenta R$ 7 bilhões para recompor FGC após crise do Banco Master! CEO alerta para revisão de modelos de investimento e críticas às plataformas.

05/02/2026 11:24

1 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

A crise no Banco Master continua a ser um ponto central de debate entre os principais bancos do país, permeando as teleconferências de resultados. A situação não se resume apenas à falência do conglomerado, mas também ao tamanho significativo da conta que foi deixada para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O CEO do Itaú Unibanco (ITUB4), Milton Maluhy Filho, destacou que o fundo será recomposto, buscando evitar que o custo seja repassado à sociedade.

Desafios na Recomposição do FGC

A situação da crise do Banco Master e da liquidação de instituições ligadas ao banco de Daniel Vorcaro, drenaram quase metade do patrimônio do FGC para indenizar investidores dos CDBs. Com o uso intensivo do FGC, os grandes bancos enfrentarão a necessidade de recapitalizar o fundo.

O valor estimado para o Itaú chega a R$ 7 bilhões, mas a forma e o custo dessa contribuição ainda estão sendo definidos.

Revisão de Modelos de Negócio

Maluhy enfatizou que a conta existe, mas o foco agora é encontrar mecanismos inteligentes para pagá-la, sem transferir o peso diretamente para quem toma crédito ou investe. A questão levanta um debate mais amplo sobre como evitar que um caso semelhante se repita no mercado brasileiro.

Críticas às Plataformas de Investimento

A crise do Master reacendeu o debate sobre a necessidade de regulamentação e fiscalização das plataformas de investimento. O CEO do Itaú criticou o uso das plataformas como modelo de alavancagem de negócios, que viabilizaram estruturas não sustentáveis no longo prazo.

Ele ressaltou que interesses próprios prevaleceram sobre os interesses do sistema financeiro.

Papel do Banco Central e Normas Internacionais

Maluhy acredita que o Banco Central possui a capacidade técnica para rever as regras e fechar brechas regulatórias, utilizando normas internacionais como referência. Ele ressaltou que o objetivo é mitigar o risco de episódios semelhantes no futuro, buscando evitar abusos e falhas operacionais.

Autor(a):

Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real