Índice de Aluguéis Residenciais Aumenta em Março de 2026, Mas Ritmo Diminui
O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) apontou uma elevação de 0,40% em março de 2026, conforme dados divulgados pela FGV IBRE. Com esse resultado, a variação acumulada nos últimos doze meses subiu de 4,05% em fevereiro para 4,78%.
Apesar da manutenção dos reajustes nos preços, o ritmo de alta mostra-se mais contido quando comparado ao pico registrado em dezembro de 2025, período em que o indicador acumulado anual atingiu 8,85%. Essa moderação é um ponto de atenção no mercado.
Análise do Cenário Macroeconômico e Impacto nos Aluguéis
Segundo o economista Matheus Dias, da FGV IBRE, o comportamento dos aluguéis espelha o cenário macroeconômico atual, que ainda é caracterizado por taxas de juros elevadas. Em março, a taxa Selic foi reduzida de 15% para 14,75% ao ano, após uma série de decisões de manutenção.
Desempenho em Principais Capitais
Entre as grandes cidades analisadas, São Paulo liderou o aumento mensal, com um avanço de 1,06%. Este dado marca o décimo mês consecutivo de valorização dos aluguéis na metrópole paulista.
Outras capitais apresentaram movimentos distintos. O Rio de Janeiro viu os preços subir 0,06%, desacelerando frente aos 0,63% de alta do mês anterior. Porto Alegre registrou uma leve queda de 0,06%, revertendo o ganho de fevereiro, enquanto Belo Horizonte teve o recuo mais acentuado, de 0,50%.
Variação Acumulada em 12 Meses
Ao analisar o período de um ano, o mercado de locação demonstrou perda de força em algumas capitais. O Rio de Janeiro foi um destaque nessa desaceleração, com a taxa caindo de 7,85% em fevereiro para 2,60% em março.
Belo Horizonte também apresentou uma redução notável, passando de 8,15% para 4,78% na variação anual. Em contraste, Porto Alegre acelerou significativamente, saltando de 0,82% para 6,40% no período, enquanto São Paulo teve um avanço mais contido, subindo de 2,76% para 4,16%.
Fatores que Influenciam o Mercado de Locação
A trajetória dos aluguéis reflete um equilíbrio delicado entre a oferta e a demanda no setor imobiliário, somado às condições financeiras das famílias. Com os juros ainda elevados, o crédito imobiliário permanece restrito, o que tende a manter parte da demanda no mercado de aluguel.
Contudo, o ritmo de alta mais moderado sugere um período de ajuste após a forte valorização que foi observada ao longo de 2025. Isso aponta para uma possível estabilização gradual dos preços.
