JaciA: Novo Supercomputador do Inpe Promete Revolução na Previsão do Tempo no Brasil
JaciA, supercomputador do Inpe, redefine a previsão do tempo no Brasil. Modelo Monan aprimora a análise climática da América do Sul. Investimento de R$ 30 milhões impulsiona a soberania científica e a pesquisa
Previsão do Tempo no Brasil: Um Novo Capítulo com o Supercomputador Jaci
A previsão do tempo é uma tarefa complexa, e mesmo especialistas enfrentam desafios com frequência. Diante de um país continental como o Brasil, com vastas florestas, oceanos, cidades densamente povoadas e eventos climáticos extremos cada vez mais comuns, surge o Jaci, um novo supercomputador inaugurado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Esta iniciativa marca uma nova fase na previsão do tempo, modelagem climática e monitoramento ambiental no país.
O Jaci: Uma Virada na Supercomputação Científica
O Jaci não é apenas uma máquina mais potente, mas representa uma mudança significativa. Ele substitui o antigo sistema Tupã, simbolizando uma nova era para a previsão do tempo e o monitoramento ambiental. O nome foi escolhido por meio de votação popular, inspirado na mitologia indígena, onde a lua representa a organização do tempo.
Tecnologias Climáticas Avançadas
Supercomputadores modernos impressionam pela capacidade de antecipar eventos climáticos. Com um desempenho superior ao do sistema anterior, o Jaci permitirá previsões mais rápidas e detalhadas, elevando a precisão dos modelos que simulam fenômenos como chuvas intensas, ondas de calor e secas prolongadas.
Isso significa ganhar tempo e, em situações extremas, salvar vidas, permitindo que decisões de defesa civil, agricultura, planejamento urbano e políticas públicas sejam tomadas com maior precisão.
Capacidade de Processamento e Armazenamento
O Jaci possui uma capacidade de processamento de dados cinco a seis vezes maior e cerca de 24 vezes mais armazenamento do que o Tupã, que tinha uma capacidade de 1 petabyte. Para contextualizar, no Tupã, seria possível gravar vídeos em alta definição suficientes para 13 anos ininterruptos de exibição.
No Jaci, seria possível armazenar conteúdo equivalente a 312 anos.
O Projeto RISC e o Modelo Monan
O Jaci é o primeiro marco do Projeto RISC (Renovação da Infraestrutura de Supercomputação), que visa modernizar o Centro de Dados Científicos do Inpe até 2028. O projeto inclui a operação plena do MONAN, o novo Modelo Brasileiro para Previsões de Oceano, Terra e Atmosfera.
O Monan foi desenvolvido para representar com maior fidelidade as condições ambientais da América do Sul, uma região complexa onde floresta, oceano e atmosfera interagem constantemente.
Rede de Observações e Processamento de Dados
As previsões são geradas a partir de uma ampla rede de observações, que reúne estações de superfície e de altitude, dados de navios e boias oceânicas, informações de aeronaves e satélites meteorológicos de diversos países que contribuem para a Organização Meteorológica Mundial.
Essas redes coletam medições por meio de sensores, permitindo estimar parâmetros da atmosfera, da superfície e dos oceanos, como temperatura, umidade, intensidade e direção dos ventos e pressão atmosférica. O Jaci recebe todas essas informações e processa os modelos climáticos, que são analisados pelos meteorologistas.
Investimento e Alinhamento Estratégico
O investimento inicial foi de R$ 30 milhões, via Finep, dentro de um projeto mais amplo que pode chegar a R$ 200 milhões. Para a ministra Luciana Santos, o Jaci representa mais do que soberania científica; é um avanço crucial para a pesquisa e o desenvolvimento no Brasil.
O diretor do Inpe, Antônio Miguel Vieira Monteiro, destacou o caráter coletivo da conquista e o alinhamento do instituto com a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Autor(a):
Redação
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